Veja a análise do Grupo G da Copa do Mundo 2026
A presença da seleção iraniana na Copa do Mundo tem despertado interesse global por causa da guerra contra os Estados Unidos, as restrições burocráticas e as dificuldades extracampo, mas tudo isso pode ser amenizado pelo desempenho esportivo. O país chega aos Estados Unidos com boas chances de alcançar sua melhor campanha na história dos Mundiais.
+ Veja a tabela completa da Copa do Mundo
Seleção do Irã busca classificação inédita ao mata-mata
Divulgação/FFIRI
Entre as 48 seleções da Copa, neste ciclo o Irã tem o sétimo melhor aproveitamento (74,5%), o décimo melhor ataque (2,2 gols por jogo) e a 11ª melhor defesa (0,74 gol sofrido por jogo). É o segundo melhor desempenho entre as seleções asiáticas desde 2023.
O Irã jogou 46 partidas no ciclo desta Copa, mas não foi testado contra grandes seleções e sequer enfrentou europeus ou sul-americanos.
Foram 11 testes contra seleções não asiáticas, com seis vitórias (sobre Angola, Bulgária, Burkina Faso, Costa Rica, Gâmbia e Mali) três empates (dois com Cabo Verde, um com a Rússia), e duas derrotas (Nigéria e novamente Rússia).
Nesta semana, um estudo da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV) calculou que o Irã tem 66,2% de chances de passar de fase na Copa do Mundo, o que já seria a melhor campanha do país na história.
A probabilidade de alcançar as oitavas de final também é bastante relevante, de 26,9%, mas a partir daí a coisa fica mais complicada: são 7,7% de chances de ir às quartas, 2% de estar nas semis e 0,5% de jogar a final.
Esta é a sétima participação do Irã na Copa do Mundo, a quarta seguida.
Até aqui são três vitórias e 13 gols marcados em 18 jogos. A melhor campanha teve quatro pontos conquistados (Rússia-2018), e o país vem de duas edições seguidas sendo o terceiro colocado do grupo – o que desta vez pode dar uma vaga no mata-mata.
A seleção iraniana está no grupo G e estreia contra a Nova Zelândia nesta segunda-feira (15), às 22 horas (de Brasília). Depois, encara a Bélgica no dia 21 e o Egito no dia 27.
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Federação de Futebol do Irã acusa EUA de suspender ingressos para torcedores iranianos
Como a guerra atrapalha o Irã em campo
Dezessete dos 26 convocados do Irã atuam no campeonato local, que foi interrompido pela guerra em 28 de fevereiro. Eles ficaram quase três meses sem jogar até os amistosos contra Gâmbia e Mali, disputados na Turquia.
As mudanças de última hora têm complicado a preparação para a Copa.
A seleção ficaria nos EUA, mas diante da indefinição sobre os vistos mudou para o México. Isso desencadeou algumas dificuldades, incluindo amistosos cancelados e alguns treinos improvisados (até um regenerativo em torno de uma piscina).
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Taremi vai resolver sozinho?
Taremi é o melhor jogador do Irã e segundo maior artilheiro
REUTERS/Molly Darlington/File Photo
Muito das esperanças iranianas estão em Mehdi Taremi, que foi vice-artilheiro das Eliminatórias Asiáticas (dez gols), marcou 29 gols neste ciclo de Copa e assim se tornou o segundo maior artilheiro da história do Irã, com 60.
Aos 33 anos, Taremi já passou por Porto, Inter de Milão e vem de temporada com 16 gols pelo Olympiakos, incluindo dois na Liga dos Campeões (contra Bayer Leverkusen e Real Madrid). Entre clube e seleção, a média atual é de um gol a cada 136 minutos em campo.
O capitão Taremi concentra um protagonismo ainda maior pela ausência de Sardar Azmoun, que fica fora da Copa após uma polêmica também política. Seu fiel escudeiro nesta Copa pode ser Dennis Ayensa, que nasceu na Alemanha, joga na Bélgica e nunca defendeu o Irã, mas foi convocado pela primeira vez e vai estrear no Mundial.
A presença da seleção iraniana na Copa do Mundo tem despertado interesse global por causa da guerra contra os Estados Unidos, as restrições burocráticas e as dificuldades extracampo, mas tudo isso pode ser amenizado pelo desempenho esportivo. O país chega aos Estados Unidos com boas chances de alcançar sua melhor campanha na história dos Mundiais.
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Divulgação/FFIRI
Entre as 48 seleções da Copa, neste ciclo o Irã tem o sétimo melhor aproveitamento (74,5%), o décimo melhor ataque (2,2 gols por jogo) e a 11ª melhor defesa (0,74 gol sofrido por jogo). É o segundo melhor desempenho entre as seleções asiáticas desde 2023.
O Irã jogou 46 partidas no ciclo desta Copa, mas não foi testado contra grandes seleções e sequer enfrentou europeus ou sul-americanos.
Foram 11 testes contra seleções não asiáticas, com seis vitórias (sobre Angola, Bulgária, Burkina Faso, Costa Rica, Gâmbia e Mali) três empates (dois com Cabo Verde, um com a Rússia), e duas derrotas (Nigéria e novamente Rússia).
Nesta semana, um estudo da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV) calculou que o Irã tem 66,2% de chances de passar de fase na Copa do Mundo, o que já seria a melhor campanha do país na história.
A probabilidade de alcançar as oitavas de final também é bastante relevante, de 26,9%, mas a partir daí a coisa fica mais complicada: são 7,7% de chances de ir às quartas, 2% de estar nas semis e 0,5% de jogar a final.
Esta é a sétima participação do Irã na Copa do Mundo, a quarta seguida.
Até aqui são três vitórias e 13 gols marcados em 18 jogos. A melhor campanha teve quatro pontos conquistados (Rússia-2018), e o país vem de duas edições seguidas sendo o terceiro colocado do grupo – o que desta vez pode dar uma vaga no mata-mata.
A seleção iraniana está no grupo G e estreia contra a Nova Zelândia nesta segunda-feira (15), às 22 horas (de Brasília). Depois, encara a Bélgica no dia 21 e o Egito no dia 27.
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REUTERS/Molly Darlington/File Photo
Muito das esperanças iranianas estão em Mehdi Taremi, que foi vice-artilheiro das Eliminatórias Asiáticas (dez gols), marcou 29 gols neste ciclo de Copa e assim se tornou o segundo maior artilheiro da história do Irã, com 60.
Aos 33 anos, Taremi já passou por Porto, Inter de Milão e vem de temporada com 16 gols pelo Olympiakos, incluindo dois na Liga dos Campeões (contra Bayer Leverkusen e Real Madrid). Entre clube e seleção, a média atual é de um gol a cada 136 minutos em campo.
O capitão Taremi concentra um protagonismo ainda maior pela ausência de Sardar Azmoun, que fica fora da Copa após uma polêmica também política. Seu fiel escudeiro nesta Copa pode ser Dennis Ayensa, que nasceu na Alemanha, joga na Bélgica e nunca defendeu o Irã, mas foi convocado pela primeira vez e vai estrear no Mundial.