Tendência é que Flamengo e Palmeiras façam a final da Libertadores. De novo

Libertadores: Fluminense e Palmeiras começam a decidir vaga para a final nesta quarta-feira
A sequência de sete títulos brasileiros fortalece o argumento de que a Libertadores está ficando monótona — pelo menos para quem está de fora da festa. Às vésperas das semifinais, existe uma possibilidade bastante concreta de que a decisão repita um roteiro conhecido: Flamengo e Palmeiras, protagonistas das finais de 2021 e 2025, novamente frente a frente.
Hoje, Fluminense e Palmeiras se enfrentam no Maracanã, às 21h30. Amanhã, no mesmo horário, o Flamengo visita o Estudiantes. As partidas de volta acontecem na próxima semana.
Antes que tricolores e pincharratas peguem em armas, faço questão de ressaltar que favoritismo, quando chega a hora da fritura, não é garantia de nada. Se assim fosse, o futebol provavelmente seria um passatempo algo entediante, e não esta doce loucura que desgraça nossas cabeças duas vezes por semana.
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André Durão
E essa conjectura está bem longe de representar algum demérito para os demais envolvidos. Revigorado desde que Marcão foi efetivado como técnico, o Fluminense já mostrou que é um time capaz de enfrentamentos duros contra adversários de grande porte. E o Estudiantes de La Plata, treinado por Cacique Medina, além de ser um verdadeiro emblema da Libertadores, tem conseguido se manter competitivo no cenário continental — com muito menos dinheiro, desempenha um papel mais digno que os gigantes Boca e River, seus conterrâneos.
Acontece que vão precisar mastigar uma carne de pescoço das mais resistentes. Além de concentrarem a disputa pelos principais títulos nos últimos anos, tanto Palmeiras quanto Flamengo atravessam uma fase de resultados consistentes e futebol convincente. Mesmo que os paulistas não tenham Vitor Roque e que os rubro-negros tenham chegado à Argentina com cinco desfalques, ambos possuem elencos capazes de neutralizar essas ausências. A força dos elencos é a ponta do imenso iceberg financeiro que sustenta o protagonismo dos dois clubes.
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Como defensor da partilha democrática de títulos, preciso confessar que gostaria de ver uma decisão entre Fluminense e Estudiantes (ou entre Olimpia e Cruzeiro, ou entre Peñarol e Colo Colo). A diversidade de cores, bandeiras e idiomas é uma combinação que faz bem à Libertadores — quase setenta anos não me deixam mentir.
No entanto, não é o que indica o passado recente (e nem o presente). O poderio de Flamengo e Palmeiras parece bastante estabelecido. Assim, a tendência é que tenhamos na final exatamente a mesma configuração de 2021 e 2025, com a chance de um desempate momentâneo no duelo que há tempos já ultrapassou as fronteiras brasileiras. Mas, bem sabemos, tendência é apenas algo que ameaça acontecer. E o limbo da Libertadores está repleto de grandes esquadrões que tombaram em alguma esquina entre Uruguaiana e Cartagena.