Raphael Claus fala sobre seu trabalho como árbitro
Pouco mais de dois meses após a Copa do Mundo, o árbitro Raphael Claus comentou a polêmica envolvendo a suspensão do gancho do atacante Balogun e as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o brasileiro seria “um pouco suspeito”.
Claus foi convidado do programa “Altas Horas”, na noite deste sábado. Questionado pelo apresentador Serginho Groisman sobre o impacto mundial do caso, ele defendeu sua atuação.
— Importante que quando a gente vai para uma competição dessa magnitude tem que estar muito bem preparado não só na parte física, técnica, mas também mental pela exposição que a gente tem mundialmente. Importante ter os conceitos para tomar as decisão dentro do campo de jogo, e de forma correta, como foi nosso caso — considerou,
— O que aconteceu após foge da nossa esfera. Para mim, foi muito positivo, principalmente o retorno que tive de apoio. Tanto das instituições que represento, que é a Fifa, Conmebol, a CBF e a Federação Paulista. E todos os brasileiros que torceram pelos árbitros que tiveram lá, tanto eu, o Wilton Sampaio, o Ramon Abatti. É uma lembrança que vou guardar positiva na minha carreira. Uma boa recordação — completou.
Árbitro Raphael Claus, no Altas Horas
Reprodução: TV Globo
Entenda o caso:
Claus aplicou cartão vermelho direto a Balogun na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia, no dia 1º de julho, após entrada dura do atacante em Tarik Muharemovic. O árbitro tomou a decisão após revisão no VAR. Balogun ficaria de fora do duelo das oitavas de final, diante da Bélgica, mas a punição foi suspensa pelo Comitê Disciplinar da Fifa neste domingo, na véspera da partida.
Segundo a imprensa americana, membro do governo passaram a reunir informações para embasar um recurso contra a suspensão. Entre os materiais coletados estavam reportagens sobre investigações e antigas controvérsias envolvendo Claus.
Donald Trump critica Raphael Claus: “Muito suspeito”
Parte desse histórico remonta à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas de 2024. Claus foi ouvido como testemunha durante as investigações sobre suspeitas de manipulação em partidas do Campeonato Brasileiro. Entretanto, as apurações não encontraram qualquer evidência que ligasse o árbitro a um esquema de manipulação. Ele não foi denunciado nem sofreu qualquer punição, permanecendo normalmente no quadro da Fifa.
Foi esse histórico que, de acordo com o The New York Times, Trump mencionou em conversa ao telefone com Infantino. Segundo o jornal, o presidente americano citou acusações de que Claus teria participado de manipulação de resultados por meio da aplicação irregular de cartões vermelhos, mesmo que essas alegações nunca tenham sido comprovadas pelas autoridades brasileiras.
Ainda de acordo com o “Politico”, Trump telefonou para Infantino na quinta-feira, um dia após a expulsão de Balogun. A decisão do Comitê Disciplinar da Fifa, que suspendeu, por um ano, o cumprimento da punição, liberando o atacante para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final, aconteceu três dias depois.
Raphael Claus expulsa Balogun em Estados Unidos x Bósnia
Phil Noble/Reuters
Trump confirmou que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho dado a Balogun. Em coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, o presidente disse o árbitro brasileiro era “um pouco suspeito” e citou o seu histórico.
— Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado — afirmou Trump.
Na ocasião, a reversão da punição e a interferência do presidente americano foram bastante questionadas e provocaram duras críticas do ecossistema do futebol mundial. Claus também recebeu forte apoio da CBF e da Conmebol, e teve a atuação na partida elogiada pelo chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.
Pouco mais de dois meses após a Copa do Mundo, o árbitro Raphael Claus comentou a polêmica envolvendo a suspensão do gancho do atacante Balogun e as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o brasileiro seria “um pouco suspeito”.
Claus foi convidado do programa “Altas Horas”, na noite deste sábado. Questionado pelo apresentador Serginho Groisman sobre o impacto mundial do caso, ele defendeu sua atuação.
— Importante que quando a gente vai para uma competição dessa magnitude tem que estar muito bem preparado não só na parte física, técnica, mas também mental pela exposição que a gente tem mundialmente. Importante ter os conceitos para tomar as decisão dentro do campo de jogo, e de forma correta, como foi nosso caso — considerou,
— O que aconteceu após foge da nossa esfera. Para mim, foi muito positivo, principalmente o retorno que tive de apoio. Tanto das instituições que represento, que é a Fifa, Conmebol, a CBF e a Federação Paulista. E todos os brasileiros que torceram pelos árbitros que tiveram lá, tanto eu, o Wilton Sampaio, o Ramon Abatti. É uma lembrança que vou guardar positiva na minha carreira. Uma boa recordação — completou.
Árbitro Raphael Claus, no Altas Horas
Reprodução: TV Globo
Entenda o caso:
Claus aplicou cartão vermelho direto a Balogun na vitória dos EUA por 2 a 0 sobre a Bósnia, no dia 1º de julho, após entrada dura do atacante em Tarik Muharemovic. O árbitro tomou a decisão após revisão no VAR. Balogun ficaria de fora do duelo das oitavas de final, diante da Bélgica, mas a punição foi suspensa pelo Comitê Disciplinar da Fifa neste domingo, na véspera da partida.
Segundo a imprensa americana, membro do governo passaram a reunir informações para embasar um recurso contra a suspensão. Entre os materiais coletados estavam reportagens sobre investigações e antigas controvérsias envolvendo Claus.
Donald Trump critica Raphael Claus: “Muito suspeito”
Parte desse histórico remonta à CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas de 2024. Claus foi ouvido como testemunha durante as investigações sobre suspeitas de manipulação em partidas do Campeonato Brasileiro. Entretanto, as apurações não encontraram qualquer evidência que ligasse o árbitro a um esquema de manipulação. Ele não foi denunciado nem sofreu qualquer punição, permanecendo normalmente no quadro da Fifa.
Foi esse histórico que, de acordo com o The New York Times, Trump mencionou em conversa ao telefone com Infantino. Segundo o jornal, o presidente americano citou acusações de que Claus teria participado de manipulação de resultados por meio da aplicação irregular de cartões vermelhos, mesmo que essas alegações nunca tenham sido comprovadas pelas autoridades brasileiras.
Ainda de acordo com o “Politico”, Trump telefonou para Infantino na quinta-feira, um dia após a expulsão de Balogun. A decisão do Comitê Disciplinar da Fifa, que suspendeu, por um ano, o cumprimento da punição, liberando o atacante para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final, aconteceu três dias depois.
Raphael Claus expulsa Balogun em Estados Unidos x Bósnia
Phil Noble/Reuters
Trump confirmou que pediu para a Fifa revisar o cartão vermelho dado a Balogun. Em coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, o presidente disse o árbitro brasileiro era “um pouco suspeito” e citou o seu histórico.
— Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado — afirmou Trump.
Na ocasião, a reversão da punição e a interferência do presidente americano foram bastante questionadas e provocaram duras críticas do ecossistema do futebol mundial. Claus também recebeu forte apoio da CBF e da Conmebol, e teve a atuação na partida elogiada pelo chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina.