Cercado de expectativas na possível última Copa da carreira de Cristiano Ronaldo, Portugal não justificou o sentimento na tarde desta quarta-feira, em Houston. Abriu o placar cedo contra a RD Congo, parecia que teria uma atuação dominante, mas foi caindo de produção e perdendo produtividade. Terminou com o empate por 1×1 e sem exigir defesas difíceis do goleiro Mpasi.
A seleção africana não se abalou com o revés em apenas cinco minutos de bola rolando. Manteve a proposta de se defender e explorar contragolpes, fez pequenas adaptações nessa estratégia, e empatou a partida com o atacante Yoane Wissa, o melhor jogador em campo. Congo se coloca como forte candidata a uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo.
Escalações
Roberto Martinez optou por Tomas Araújo e Renato Vieira na dupla de zaga. Bernardo Silva partiu da ponta-direita e Pedro Neto foi o ponta-esquerda. Já Sébastien Desabre repetiu o 5-3-2 de outras partidas, com a base bem parecida que havia escalado. Wan-Bissaka foi o ala pela direita. Kalulu ficou no banco.
Como Portugal e República Democrática do Congo abriram o Grupo K da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Como encarar uma retranca de cinco jogadores na última linha, três marcadores no meio-campo e mais dois atacantes voltados a auxiliar na intermediária defensiva? Portugal deu aula disso em cinco minutos. Ocupou os lados para gerar interações entre os jogadores, circulou a bola de forma precisa e rápida para mexer a defesa rival, e ocupou a área com bastante gente ao chegar na linha de fundo.
O resultado foi o placar movimentado com a linda cabeçada de João Neves, que infiltrou na área e recebeu o cruzamento preciso de Pedro Neto. A estratégia da seleção do Congo ficou duramente afetada com o gol precoce. E se o adversário insistisse na postura, ao menos os lusitanos já teriam a vantagem no placar para jogar com mais calma.
Foi exatamente o que aconteceu. O problema é que a calma virou falta de agressividade, ritmo lento, e os congoleses cresceram no jogo. Primeiro adiantaram a marcação em momentos esporádicos. É verdade que Portugal chegou a aproveitar com um belo passe em profundidade de Bruno Fernandes para Nuno Mendes, mas o lateral não fez o gol. A verdade, no entanto, é que o jogo havia mudado.
João Neves gol Portugal x RD Congo Copa do Mundo 2026
Tom Weller/picture alliance via Getty Images
Wissa e Bakambu davam bastante trabalho com as movimentações que faziam em ataques rápido. Mukau e Edo Kayembe eram meio-campistas dispostos a se aproximar da área para finalizar. O segundo fez isso duas vezes com algum perigo. Pela esquerda, Masuaku foi um ala de ótimo aproveitamento ao se lançar em transições.
Ao mesmo tempo, a seleção portuguesa pecava nas recomposições. Demorava a se recompactar, permitia espaços entre os setores para que os Leopardos aproveitassem. Os africanos acreditaram e colheram os frutos disso. No último minuto dos acréscimos, em escanteio curto cobrado pela direita, Masuaku recebeu de Mukau e cruzou na cabeça do livre Wissa. Tomás Araújo não o seguiu.
Cristiano Ronaldo não escondeu a sua decepção na descida ao vestiário. Não conseguiu participar do jogo. Foi muito pouco acionado. Vitinha, Bruno Fernandes, João Neves, Nuno Mendes e Bernardo Silva foram caindo de produção a medida que o tempo avançou. Roberto Martinez quis um lado direito mais agudo na volta para o 2º tempo. Francisco Conceição substituiu Bernardo Silva.
Wissa gol Congo Portugal Copa do Mundo 2026
REUTERS/Pedro Nunes
A seleção congolesa se sentiu confortável para encaixar posses de bola mais duradouras no início da 2ª etapa. Portugal manteve-se permissivo para defender. O trio de meio-campo dos africanos encontrava liberdade para trabalhar a pelota e acionar a dupla de ataque na sequência. Os alas geravam presença pelos flancos.
Ofensivamente, porém, Portugal começou a se reaproximar do ritmo ideal para gerar oportunidades. Pedro Neto seguia bem pela esquerda. Nuno Mendes voltou a ser mais presente no setor. João Cancelo chegou a marcar em novo cruzamento para João Neves, que desta vez ajeitou de peito para a bicicleta do lateral. O tento foi anulado por impedimento.
O volante Sadiki substituiu Mukau antes dos 15 minutos. A primeira mexida do Congo. Por mais que Portugal tenha melhorado um pouco em relação ao pobre 1º tempo, já encarava um time muito mais confiante do outro lado. Firme nos combates e ajustado para não deixar espaços. Os lusitanos começaram a fazer muitos cruzamentos sem a melhor condição para vencer duelos dentro da área.
Cristiano Ronaldo em Portugal x RD Congo
Reuters
A primeira oportunidade para Cristiano Ronaldo finalizar veio somente aos 23 minutos do 2º tempo. O passe de Francisco Conceição não foi o ideal, atrás do corpo do camisa 7, que não pegou em cheio na bola. Roberto Martinez fez mais duas trocas depois da parada para hidratação. Pedro Neto e Nuno Mendes saíram. Semedo e Rafael Leão entraram. João Cancelo passou para a lateral-esquerda.
Nos Leopardos, Edo Kayombe e Masuaku foram substituídos por Pickel e Joris Kayombe. A entrada de Semedo pela direita aumentou o volume de jogo português no setor. Francisco Conceição cresceu com a parceria e Bruno Fernandes também encostou para participar das tramas. Cristiano Ronaldo chegou perto de marcar em uma delas.
O contragolpe congolês seguia sendo uma ameaça. Bakambu finalizou mal uma boa transição puxa por ele mesmo. Gonçalo Ramos entrou no lugar de Vitinha depois dos 35 minutos. Um claro movimento de Roberto Martinez para ocupar a área adversária. Mas não deu certo! A jogada de maior perigo foi um chute de Bruno Fernandes da entrada da área. Pouco para conseguir vencer.
A seleção africana não se abalou com o revés em apenas cinco minutos de bola rolando. Manteve a proposta de se defender e explorar contragolpes, fez pequenas adaptações nessa estratégia, e empatou a partida com o atacante Yoane Wissa, o melhor jogador em campo. Congo se coloca como forte candidata a uma vaga na próxima fase da Copa do Mundo.
Escalações
Roberto Martinez optou por Tomas Araújo e Renato Vieira na dupla de zaga. Bernardo Silva partiu da ponta-direita e Pedro Neto foi o ponta-esquerda. Já Sébastien Desabre repetiu o 5-3-2 de outras partidas, com a base bem parecida que havia escalado. Wan-Bissaka foi o ala pela direita. Kalulu ficou no banco.
Como Portugal e República Democrática do Congo abriram o Grupo K da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Como encarar uma retranca de cinco jogadores na última linha, três marcadores no meio-campo e mais dois atacantes voltados a auxiliar na intermediária defensiva? Portugal deu aula disso em cinco minutos. Ocupou os lados para gerar interações entre os jogadores, circulou a bola de forma precisa e rápida para mexer a defesa rival, e ocupou a área com bastante gente ao chegar na linha de fundo.
O resultado foi o placar movimentado com a linda cabeçada de João Neves, que infiltrou na área e recebeu o cruzamento preciso de Pedro Neto. A estratégia da seleção do Congo ficou duramente afetada com o gol precoce. E se o adversário insistisse na postura, ao menos os lusitanos já teriam a vantagem no placar para jogar com mais calma.
Foi exatamente o que aconteceu. O problema é que a calma virou falta de agressividade, ritmo lento, e os congoleses cresceram no jogo. Primeiro adiantaram a marcação em momentos esporádicos. É verdade que Portugal chegou a aproveitar com um belo passe em profundidade de Bruno Fernandes para Nuno Mendes, mas o lateral não fez o gol. A verdade, no entanto, é que o jogo havia mudado.
João Neves gol Portugal x RD Congo Copa do Mundo 2026
Tom Weller/picture alliance via Getty Images
Wissa e Bakambu davam bastante trabalho com as movimentações que faziam em ataques rápido. Mukau e Edo Kayembe eram meio-campistas dispostos a se aproximar da área para finalizar. O segundo fez isso duas vezes com algum perigo. Pela esquerda, Masuaku foi um ala de ótimo aproveitamento ao se lançar em transições.
Ao mesmo tempo, a seleção portuguesa pecava nas recomposições. Demorava a se recompactar, permitia espaços entre os setores para que os Leopardos aproveitassem. Os africanos acreditaram e colheram os frutos disso. No último minuto dos acréscimos, em escanteio curto cobrado pela direita, Masuaku recebeu de Mukau e cruzou na cabeça do livre Wissa. Tomás Araújo não o seguiu.
Cristiano Ronaldo não escondeu a sua decepção na descida ao vestiário. Não conseguiu participar do jogo. Foi muito pouco acionado. Vitinha, Bruno Fernandes, João Neves, Nuno Mendes e Bernardo Silva foram caindo de produção a medida que o tempo avançou. Roberto Martinez quis um lado direito mais agudo na volta para o 2º tempo. Francisco Conceição substituiu Bernardo Silva.
Wissa gol Congo Portugal Copa do Mundo 2026
REUTERS/Pedro Nunes
A seleção congolesa se sentiu confortável para encaixar posses de bola mais duradouras no início da 2ª etapa. Portugal manteve-se permissivo para defender. O trio de meio-campo dos africanos encontrava liberdade para trabalhar a pelota e acionar a dupla de ataque na sequência. Os alas geravam presença pelos flancos.
Ofensivamente, porém, Portugal começou a se reaproximar do ritmo ideal para gerar oportunidades. Pedro Neto seguia bem pela esquerda. Nuno Mendes voltou a ser mais presente no setor. João Cancelo chegou a marcar em novo cruzamento para João Neves, que desta vez ajeitou de peito para a bicicleta do lateral. O tento foi anulado por impedimento.
O volante Sadiki substituiu Mukau antes dos 15 minutos. A primeira mexida do Congo. Por mais que Portugal tenha melhorado um pouco em relação ao pobre 1º tempo, já encarava um time muito mais confiante do outro lado. Firme nos combates e ajustado para não deixar espaços. Os lusitanos começaram a fazer muitos cruzamentos sem a melhor condição para vencer duelos dentro da área.
Cristiano Ronaldo em Portugal x RD Congo
Reuters
A primeira oportunidade para Cristiano Ronaldo finalizar veio somente aos 23 minutos do 2º tempo. O passe de Francisco Conceição não foi o ideal, atrás do corpo do camisa 7, que não pegou em cheio na bola. Roberto Martinez fez mais duas trocas depois da parada para hidratação. Pedro Neto e Nuno Mendes saíram. Semedo e Rafael Leão entraram. João Cancelo passou para a lateral-esquerda.
Nos Leopardos, Edo Kayombe e Masuaku foram substituídos por Pickel e Joris Kayombe. A entrada de Semedo pela direita aumentou o volume de jogo português no setor. Francisco Conceição cresceu com a parceria e Bruno Fernandes também encostou para participar das tramas. Cristiano Ronaldo chegou perto de marcar em uma delas.
O contragolpe congolês seguia sendo uma ameaça. Bakambu finalizou mal uma boa transição puxa por ele mesmo. Gonçalo Ramos entrou no lugar de Vitinha depois dos 35 minutos. Um claro movimento de Roberto Martinez para ocupar a área adversária. Mas não deu certo! A jogada de maior perigo foi um chute de Bruno Fernandes da entrada da área. Pouco para conseguir vencer.