Noruega e Inglaterra se enfrentam às 18h, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
+ Dembélé e Mbappé têm mais gols juntos que 45 das 48 seleções desta Copa
+ Mbappé chega a 20 gols, encosta em Messi e mira recorde histórico da artilharia da Copa
+ Por Messi, Argentina abre mão da alta velocidade e destoa de demais classificadas; entenda
Palpite para Noruega x Inglaterra
Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100%
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Noruega 1 x 2 Inglaterra
Brasil 1 x 2 Noruega | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
Noruega
Iraque 1 x 4 Noruega
Noruega 3 x 2 Senegal
Noruega 1 x 4 França
Costa do Marfim 1 x 2 Noruega
Brasil 1 x 2 Noruega
Inglaterra
Inglaterra 4 x 2 Croácia
Inglaterra 0 x 0 Gana
Panamá 0 x 2 Inglaterra
Inglaterra 2 x 1 RD Congo
México 2 x 3 Inglaterra
A Inglaterra finaliza mais e sofre menos finalizações; a Noruega tem a seu favor a melhor eficiência ofensiva de seu ataque. Os ingleses tiveram a oitava maior média de finalizações até as oitavas de final da Copa, com 76 finalizações e média 15,2 por partida, sendo a terceira seleção entre 48 que mais fez finalizações certas (36 com média 7,2) para marcar 11 gols. Para cada três finalizações da Inglaterra, a Noruega faz duas: foram 53 tentativas com média 10,6 por jogo, apenas a 26ª marca, com a 17ª marca em finalizações certas (26 com média 5,2) e fez 11 gols, assim como a próxima adversária, mas ganhou um gol contra a seu favor. O que a Noruega tem de melhor do que a Inglaterra é a eficiência, com um gol a cada 4,8 tentativas, terceira melhor marca até as oitavas de final, enquanto os ingleses fizeram um gol a cada 6,9 tentativas (15ª marca). A eficiência é fundamental, principalmente se considerado que a resistência defensiva de cada seleção é apenas mediana: a Inglaterra sofreu um gol a cada 10,0 conclusões contrárias (21ª marca), e a Noruega, a cada 7,7 (27ª marca). Os ingleses sofreram 50 finalizações (10,0 por jogo, 15ª menor marca), com 14 certas (décima marca) e cinco gols sofridos (11ª); a Noruega permitiu 69 finalizações (média 13,8 é a 35ª marca), com 23 certas sofridas (4,6 é 25ª marca) e nove gols sofridos (34ª marca). A vulnerabilidade defensiva é o grande problema da Noruega.
A bola aérea, principalmente cruzamentos, tem potencial para gol da Inglaterra, que fez assim três gols, além de mais dois em escanteios e um em lançamento longo aéreo. Foram seis gols ingleses em 36 finalizações a partir de bolas aéreas e três gols em 36 trocas de passes, além de dois gols de pênalti e duas finalizações em faltas. A Noruega já levou três gols em 31 finalizações aéreas, os três em cruzamentos da esquerda do ataque adversário, mas o Brasil não fez nenhuma finalização assim; também sofreu cinco gols em 35 jogadas rasteiras finalizadas, além de um gol de pênalti em duas cobranças (lamento ter de lembrar isso) e de ter sofrido uma finalização de falta. No ataque, a Noruega tem três gols em 22 finalizações em jogadas aéreas e oito gols em 30 finalizações de jogadas rasteiras, seu ponto forte, apesar do gigantismo de seus atletas. Perdeu um pênalti. Os ingleses só sofreram quatro gols em 24 conclusões contrárias a partir de jogadas aéreas e ainda não levou qualquer gol em 23 finalizações sofridas em trocas de passes rasteiros. Levou um gol de pênalti e nenhum em uma cobrança de falta e uma em escanteio olímpico.
Os noruegueses em cinco jogos se moveram em campo 22 km a mais do que os ingleses na soma de todos os atletas. A Noruega percorreu a sexta maior distância nesta Copa; a Inglaterra, a 28ª entre todas as 48 seleções. Nas faixas de altas velocidades, em corridas acima de 20 km/h, os ingleses praticamente se igualam aos noruegueses. Curiosamente, as duas equipes disputaram praticamente o mesmo número de minutos nas fases anteriores (Noruega com 482 minutos; Inglaterra com 483), e os noruegueses percorreram 41,77 km em altas velocidades, nona marca por minuto, e os ingleses, 40,98 km. Em quase 2.300 corridas para cada lado, a diferença é mínima, na ordem de 30 centímetros por corrida.
Evolução do xG nas oitavas de final
A Noruega fez nove finallizações contra o Brasil, sete delas de dentro da área, com características de potencial estatístico para 1,54 gol. Foi eficiente e fez dois gols. Paciência. Daqui a quatro anos tem mais… (discussão sobre quem devia ter batido o primeiro pênalti)
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Inglaterra fez seis finalizações contra o México, três de dentro da área, com potencial estatístico para 1,58 gol. Foi muito eficiente e marcou três gols.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.