Palpites e dicas para Argentina x Suíça pela Copa do Mundo

Argentina 3 x 2 Egito | Melhores momentos | Oitavas de final | Copa do Mundo 2026
Argentina e Suíça se enfrentam às 22h, pelas quartas de final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Argentina x Suíça

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Argentina 1 x 0 Suíça
Suíça 0 (4) X (3) 0 Colômbia | Melhores momentos | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
Argentina
Argentina 3 x 0 Argélia
Jordânia 1 x 3 Argentina
Argentina 2 x 0 Áustria
Argentina 3 x 2 Cabo Verde
Argentina 3 x 2 Egito
Suíça
Catar 1 x 1 Suíça
Suíça 4 x 1 Bósnia
Suíça 2 x 1 Canadá
Suíça 2 x 0 Argélia
Suíça 0 (4 x 3) 0 Colômbia
Um grande ataque vai enfrentar uma defesa muito competente. Fora que a Suíça tenha feito um gol contra si própria, está com a terceira menor média de gols sofridos por partida (dois com média 0,4 por jogo) e a quarta maior resistência defensiva da Copa, um gol sofrido a cada 22,5 conclusões contrárias (sem contar o gol contra. Argentina venceu todas as suas cinco partidas marcando 13 gols (além de ter ganho um gol contra) com a quarta maior eficiência da Copa, um gol a cada 5,6 tentativas. Fez 73 finalizações com média 14,6 por jogo (11ª marca), sendo a quinta que mais fez finalizações certas (32 com média 6,4). É o terceiro ataque em média de gols pró (2,6). Defensivamente, o maior mérito dos argentinos vem sendo seu ataque manter a bola longe do próprio gol. Só sofreu 36 finalizações, quarta menor média (7,2), com apenas nove conclusões realmente chegando em seu gol, terceira melhor marca (média 1,8 por jogo é a terceira melhor em finalizações certas sofridas). Ainda assim, sofreu cinco gols (média 1,0 é a 11ª da Copa) e está com a 29ª resistência defensiva, um gol sofrido a cada 7,2 conclusões contrárias. É um ponto importante sofrer cinco gols em apenas nove finalizações certas, principalmente porque a Suíça tem 61 finalizações (16ª média, 12,2 por jogo), com 28 certas (5,6 é a 15ª marca), com nove gols marcados, um a cada 6,8 tentativas (13ª marca).
É de se esperar por um jogo de muito toque de bola. Das 61 conclusões da Suíça, 39 foram construídas assim, com cinco gols marcados. Fez dois gols em 17 finalizações a partir de jogadas aéreas e dois gols de pênalti, além de três cobranças de falta. Foi exatamente em trocas de passes que os adversários mais conseguiram furar a defesa argentina, com quatro gols em 19 conclusões, sendo que bolas aéreas resultaram em 13 finalizações e apenas um gol; a Argentina sofreu quatro finalizações em cobranças de falta. Os argentinos fizeram cinco gols em 35 finalizações em lances rasteiros e cinco gols em 25 finalizações a partir de jogadas aéreas, além de um gol em três cobranças de pênalti e dois gols em dez cobranças de falta. A efetividade tanto em bolas aéreas quanto rasteiras será muito importante nesta partida porque a seleção suíça ainda não levou gol em 20 finalizações rasteiras e sofreu dois gols em 25 finalizações após bolas altas.
Para Messi jogar mais uma Copa, a seleção argentina passou a jogar por ele e para ele brilhar, no ritmo dele, em velocidade e intensidade que permitissem a Messi aguentar uma partida de Copa do Mundo completa. Em vez de se preocupar com quantos minutos ele aguentaria, adotou o ritmo que lhe permitiria ficar em campo durante todo o jogo para decidir no final. Trocou passes em busca de aproximação e do melhor posicionamento para a conclusão da jogada. Tem dado certo. É de se esperar que acabe a fase como a seleção com mais trocas de passe na Copa. Em 82,36% dos deslocamentos, seus jogadores estão no máximo a 15 km/h, segunda maior influência na menor faixa de velocidade atrás apenas de Cabo Verde (82,43%). A Suíça faz isso em 80% dos deslocamentos (28ª marca). A Argentina jogou 19 minutos a mais e, ainda assim, A Suíça percorreu 20,5 km a mais (somados os deslocamentos de todos os jogadores). Com 19 minuto a menos em campo, os suíços percorreram 4,5 km a mais em velocidades superiores a 20 km/h em 302 piques a mais em altas velocidades.
Evolução do xG nas oitavas de final
A Argentina fez 17 finalizações contra o Egito, nove de dentro da área, com características de potencial estatístico para 2,12 gols. Foi eficiente e marcou três para se classificar em virada histórica.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Suíça só fez sete finalizações contra a Colômbia, quatro de dentro da área, com potencial estatístico para 0,37 gol. Como esperado, não fez gol, mas foi eficiente nos pênaltis.

Gato Mestre/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.