Aos 41 min do 1º tempo – Gales pede vermelho para Partey, vaiado por acusações de estupro
Thomas Partey está fora da estreia de Gana na Copa do Mundo, contra o Panamá, na próxima quarta-feira, em Toronto. A ausência gerou repercussão não apenas esportiva, mas também diplomática. O volante, que enfrenta diversas acusações de estupro e aguarda julgamento na Ingleterra, pôde viajar e treinar normalmente nos Estados Unidos, mas teve o visto negado para entrar no Canadá.
A decisão levanta dúvidas sobre os diferentes critérios adotados pelos países-sede. A explicação está nas diferenças entre as legislações de imigração e na independência como cada país avalia casos envolvendo investigações criminais em andamento.
+ Confira a tabela com os grupos da Copa do Mundo
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Thomas Partey, meio-campista da seleção ganesa e do Villarreal
REUTERS/Hannah McKay TPX IMAGES OF THE DAY/Foto de Arquivo
A Fifa confirmou que o jogador Thomas Partey não pode viajar do centro de treinamento da seleção de Gana, em Boston, para o Canadá, pois seu pedido de visto foi negado pelo governo canadense.
Por que os EUA permitiram a entrada de Partey
A decisão dos Estados Unidos de autorizar a entrada de Thomas Partey foi baseada em análise individual do caso e ausência de condenação judicial. Vale ressaltar que o atleta, embora com sete acusações, ainda aguarda julgamento da justiça inglesa e, portanto, não há condenação.
De acordo com a reportagem da Sky Sports, autoridades de fronteira americanas (US Customs and Border Protection) explicaram que:
“As decisões sobre admissibilidade são tomadas caso a caso, com base em informações policiais, de segurança nacional e de imigração disponíveis no momento da inspeção”.
Ou seja, nos EUA não há regra automática que impeça a entrada de quem responde a acusações. O histórico do viajante é analisado individualmente.
Thomas Partey pela seleção de Gana
Divulgação/ Federação Ganense de Futebol
+ Simulador da Copa: projete os resultados do Mundial
🗓️ Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos
Por que o Canadá barrou a entrada de Partey
O governo canadense negou o visto de Partey com base em regras próprias de admissibilidade. Pela legislação do país, autoridades podem impedir a entrada de estrangeiros que:
tenham cometido crimes,
tenham sido condenados,
ou até mesmo estejam respondendo a acusações criminais, dependendo da avaliação do caso.
– Segundo a lei de imigração do Canadá, se você cometeu ou foi condenado por um crime, pode não ter permissão para entrar no Canadá. Em outras palavras, você pode ser considerado “inadmissível por motivos criminais” – detalha o site da imigração canadense.
Portanto, assim como ocorre nos EUA, cada caso pode ser avaliado individualmente, conforme explicou um porta-voz do Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) à CBC News.
“Quando houver motivos razoáveis para acreditar que um ato que possa levar à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele poderá ser considerado inadmissível no Canadá”, explicou o IRCC.
A decisão provocou reação do governo ganês, que considerou a medida “extremamente injusta” e questionou o uso de acusações ainda não julgadas como base para impedir a entrada do jogador.
Thomas Partey, volante de Gana, é acusado de estupro a Inglaterra
Thomas Krych/Anadolu via Getty Images
As acusações
Partey foi acusado cinco vezes por duas mulheres por crimes supostamente cometidos entre 2021 e 2022, período em que defendeu o Arsenal, na Inglaterra. Ainda no ano passado, o jogador também foi acusado por uma terceira mulher de ter cometido agressão sexual. Ele também não pode ter contato com a vítima.
No começo deste ano, mais duas mulheres o acusaram do mesmo crime. O jogador se julgou inocente das situações perante um tribunal inglês, em fevereiro.
Partey chegou a ser preso em 2025, mas recebeu uma liberdade condicional, após pagamento de fiança, sob a condição de não contatar as mulheres que o acusaram e também ao fato de o jogador ser obrigado a informar qualquer mudança permanente de endereço ou viagem internacional.
Em agosto do ano passado, ele acertou com o Villarreal, da Espanha.
Thomas Partey está fora da estreia de Gana na Copa do Mundo, contra o Panamá, na próxima quarta-feira, em Toronto. A ausência gerou repercussão não apenas esportiva, mas também diplomática. O volante, que enfrenta diversas acusações de estupro e aguarda julgamento na Ingleterra, pôde viajar e treinar normalmente nos Estados Unidos, mas teve o visto negado para entrar no Canadá.
A decisão levanta dúvidas sobre os diferentes critérios adotados pelos países-sede. A explicação está nas diferenças entre as legislações de imigração e na independência como cada país avalia casos envolvendo investigações criminais em andamento.
+ Confira a tabela com os grupos da Copa do Mundo
🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google
Thomas Partey, meio-campista da seleção ganesa e do Villarreal
REUTERS/Hannah McKay TPX IMAGES OF THE DAY/Foto de Arquivo
A Fifa confirmou que o jogador Thomas Partey não pode viajar do centro de treinamento da seleção de Gana, em Boston, para o Canadá, pois seu pedido de visto foi negado pelo governo canadense.
Por que os EUA permitiram a entrada de Partey
A decisão dos Estados Unidos de autorizar a entrada de Thomas Partey foi baseada em análise individual do caso e ausência de condenação judicial. Vale ressaltar que o atleta, embora com sete acusações, ainda aguarda julgamento da justiça inglesa e, portanto, não há condenação.
De acordo com a reportagem da Sky Sports, autoridades de fronteira americanas (US Customs and Border Protection) explicaram que:
“As decisões sobre admissibilidade são tomadas caso a caso, com base em informações policiais, de segurança nacional e de imigração disponíveis no momento da inspeção”.
Ou seja, nos EUA não há regra automática que impeça a entrada de quem responde a acusações. O histórico do viajante é analisado individualmente.
Thomas Partey pela seleção de Gana
Divulgação/ Federação Ganense de Futebol
+ Simulador da Copa: projete os resultados do Mundial
🗓️ Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos
Por que o Canadá barrou a entrada de Partey
O governo canadense negou o visto de Partey com base em regras próprias de admissibilidade. Pela legislação do país, autoridades podem impedir a entrada de estrangeiros que:
tenham cometido crimes,
tenham sido condenados,
ou até mesmo estejam respondendo a acusações criminais, dependendo da avaliação do caso.
– Segundo a lei de imigração do Canadá, se você cometeu ou foi condenado por um crime, pode não ter permissão para entrar no Canadá. Em outras palavras, você pode ser considerado “inadmissível por motivos criminais” – detalha o site da imigração canadense.
Portanto, assim como ocorre nos EUA, cada caso pode ser avaliado individualmente, conforme explicou um porta-voz do Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (IRCC) à CBC News.
“Quando houver motivos razoáveis para acreditar que um ato que possa levar à inadmissibilidade foi cometido por um requerente, ele poderá ser considerado inadmissível no Canadá”, explicou o IRCC.
A decisão provocou reação do governo ganês, que considerou a medida “extremamente injusta” e questionou o uso de acusações ainda não julgadas como base para impedir a entrada do jogador.
Thomas Partey, volante de Gana, é acusado de estupro a Inglaterra
Thomas Krych/Anadolu via Getty Images
As acusações
Partey foi acusado cinco vezes por duas mulheres por crimes supostamente cometidos entre 2021 e 2022, período em que defendeu o Arsenal, na Inglaterra. Ainda no ano passado, o jogador também foi acusado por uma terceira mulher de ter cometido agressão sexual. Ele também não pode ter contato com a vítima.
No começo deste ano, mais duas mulheres o acusaram do mesmo crime. O jogador se julgou inocente das situações perante um tribunal inglês, em fevereiro.
Partey chegou a ser preso em 2025, mas recebeu uma liberdade condicional, após pagamento de fiança, sob a condição de não contatar as mulheres que o acusaram e também ao fato de o jogador ser obrigado a informar qualquer mudança permanente de endereço ou viagem internacional.
Em agosto do ano passado, ele acertou com o Villarreal, da Espanha.