Com fé e legado de pai para filho, torcida do Remo celebra emoção de ver time na Série A

Remo 2 x 2 Mirassol | Melhores momentos | 2ª rodada | Brasileirão 2026
Quando Aristeu Cordeiro, aos 13 anos, assistiu Remo ser rebaixado para a Série B em 1994, jamais imaginava que o time azulino teria que esperar 32 anos para retornar para a elite do futebol brasileiro.
Aristeu, com a camisa 33, ao lado de Adriano Lucas
Nicksson Melo / ge Pará
Após presenciar e passar pelo sofrimento da queda, ele foi ao Mangueirão acompanhar de perto o time do coração, diante do Mirassol, na Séria A, na última quarta-feira, dia 4.
– Na verdade, quando o Remo participou da Série A pela última vez, em 93, eu era da idade do meu filho. Eu tinha por volta de 13 para 14 anos. De lá para cá, a gente passou esse período de fase ruim, chegamos até ficar sem série, mas, graças a Deus, recuperamos e viemos desde a Série C, Série B, Série A, escalando, e agora a gente tem o prazer de ver o Remo na Série A novamente.
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Além de ver o Remo na competição após tanto tempo, esse jogo tem um gosto ainda mais especial para Aristeu, o seu filho, Adriano Lucas, que “já saiu do hospital remista”, vai acompanhar, ao seu lado, pela primeira vez o Campeonato Brasileiro, com a mesma idade que ele tinha quando viu o Leão pela última vez na Série A.
– Eu fico muito feliz também, porque meu pai me trazia, eu cheguei a ver também na Série D, eu peguei alguns jogos na Série C, meu pai me levava ali, aprendia as músicas. Hoje, para mim, é muito bom ver o Remo na Série A, jogar contra os grandes times que eu sempre assisti na Globo – comenta Adriano Lucas.
Torcedores do Remo começam a chegar ao Mangueirão para o duelo contra o Mirassol pelo Brasileirão
Nicksson Melo / ge Pará
Acompanhar o Remo é um programa de família também para José Luiz Emílio Lima, que foi ao Mangueirão com o sobrinho. O torcedor azulino levou uma bandeira bem simbólica ao estádio, com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.
Ano passado, no jogo do acesso diante do Goiás, um mosaico da “Nazinha” esteve presente em campo, o que se repetiu na última quarta-feira, minutos antes da partida com o Mirassol.
– Eu comprei três bandeiras. Além dessa, outra com o escudo do Remo e a Nossa Senhora de Nazaré. É muito bom participar de novo, é muita alegria. É uma paixão. Acho que eu sou apaixonado por esse time. E é só o começo de muitos jogos que a gente ainda vai assistir aqui no Mangueirão.
Em campo, Aristeu, Adriano Lucas, José e outros 21 mil azulinos viram o Remo abrir dois de vantagem, mas o Mirassol foi atrás do resultado e empatou o jogo. Mesmo assim, o time recebeu apoio e aplausos dos torcedores presentes no Mangueirão.