Cabine no VAR é empurrada durante confusão no clássico entre Palmeiras e São Paulo em 2024: CBF vai mudar posição em 2026
A CBF vai promover neste Campeonato Brasileiro e em suas competições com VAR a mudança de local da cabine do VAR. A ideia é retirar a tela de consulta dos árbitros de perto do banco de reservas – na maioria dos estádios, ela vai para o outro lado do campo. Mas, a depender da disposição do estádio, podem ficar também em posições estratégicas — mais próximos da linha de fundo.
— A gente está trabalhando agora para a mudança de posicionamento da área de revisão. A área de revisão passa a estar agora do outro lado do campo, onde o áudio pode ter mais tranquilidade, vai ter menos vazamento de áudio, de voz dentro do microfone do áudio, e fazendo uma comunicação mais clara, direta e padronizada com isso — disse Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem
CBF anuncia programa de profissionalização com árbitros contratados em 2026
Biênio 2026/2027 terá investimento de R$ 195 milhões na arbitragem
Exemplo de cerco ao VAR em Mirassol e Atlético-MG: cabine será realocada no campo de jogo para longe do banco de reservas
Joisel Amaral/AGIF
O VAR em 2026 terá novidade com a implantação da tecnologia do impedimento semiautomático. O planejamento inicial da CBF era tê-lo a partir da 1ª rodada do Brasileirão, mas ainda há pendências que vão da visita a todos os estádios que receberão a tecnologia — serão 27 ao todo, na Série A — ao trâmite de importação dos equipamentos. São centenas de celulares para uso em cada rodada do Braileirão.
Não há previsão para o funcionamento da tecnologia. Ainda faltam visitar alguns estádios relacionados pelos clubes para implantação da tecnologia. O planejamento ainda prevê jogos-teste para a operação. Nesta última semana, os técnicos foram aos estádios de Porto Alegre.
Atualmente, 16 estádios passaram pela vistoria — Maracanã, Neo Química Arena, MorumBis, Mineirão, Arena MRV, Arena Fonte Nova, Arena Barueri, Barradão, Nilton Santos, São Januário, Ligga Arena, Couto Pereira, Cícero de Souza Marques, Vila Belmiro, Beira-Rio e Arena do Grêmio. Os próximos estádios a passarem por vistorias serão Arena Condá, Baenão, Maião e Allianz Parque.
Chefe do do Grupo de Trabalho de Arbitragem da CBF explica a implementação do impedimento semiautomático
Árbitros profissionais
A CBF anunciou nesta terça-feira o programa de profissionalização da arbitragem brasileira. Ele já começa neste ano de 2026 para jogos do Campeonato Brasileiro da Série A. Os designados terão contrato de trabalho com a CBF de duração de um ano — são 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR neste primeiro ano.
A ideia é que esses 72 profissionais cubram todas as 380 partidas do principal campeonato do país – eles podem ser escalados eventualmente em jogos da Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B.
A lista dos 20 árbitros profissionais é a seguinte:
Alex Stefano
Anderson Daronco
Bráulio Machado
Bruno Arleu
Davi Lacerda
Edina Batista
Felipe Lima
Flávio Souza
Jonathan Pinheiro
Lucas Casagrande
Lucas Torezin
Matheus Candançan
Paulo Zanovelli
Rafael Klein
Ramon Abatti Abel
Raphael Claus
Rodrigo Pereira
Savio Sampaio
Wagner Magalhães
Wilton Sampaio
A partir da aceitação – os árbitros podem recusar a designação e a CBF tem lista de suplentes -, os contratos serão firmados em fevereiro deste ano e início do programa em 1º de março. Os profissionais serão contratados como pessoa jurídica. Pela natureza do contrato de trabalho, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas prioritária ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.
Os salários fixos têm diferença por categoria, se é árbitro Fifa ou CBF, por exemplo. Os profissionais contratados também receberão por partida — como já acontece hoje — e ainda um bônus por desempenho. A CBF não vai divulgar os valores de cada categoria — em média, os 72 contratados terão vencimentos de cerca de R$ 13 mil mensais, mas o grupo de árbitros terá os maiores valores, acima de R$ 30 mil fixos.
A escolha dos 72 primeiros contratados obedeceu a três critérios:
serem árbitros Fifa ou CBF
mais escaladas na série A em 2024 e 2025
nota média na avaliação de desempenho da CBF das temporadas 2024/2025
O programa de profissionalização é resultado de estudo de casos de outros países na Europa, como Alemanha, Inglaterra e Espanha, mas também de vizinhos latinos, como México. A CBF criou grupo de trabalho de arbitragem em novembro do ano passado — teve participação de 38 clubes das séries A e B, mas adesão menor em envolvimento direto (15 na série A e 9 na B responderam ao formulário enviado pela CBF). Consultores internacionais foram ouvidos e, claro, houve reuniões com árbitros.
A CBF aposta em quatro pilares para o desenvolvimento da arbitragem brasileira.
remuneração: com salário fixo, cotas variáveis por jogo e bônus, além de “auxílio-academia”, entre outros serviços vinculados à atividade;
excelência física e na saúde: com rotina semanal de treinos, os árbitros serão monitorados por smart watches que virá num kit exclusivo de trabalho da CBF. Também terão auxílio de nutricionista, psicólogos e fisioterapeutas. Além de quatro avaliações anuais que podem até vetá-los da escala por um “ciclo” entre as avaliações;
capacitação técnica: a CBF vai promover imersões mensais, com aulas teóricas, testes e sessões práticas para o grupo. Serão treinadas tomadas de decisão e ações gerais de uma partida, com dinâmicas para padronização de critérios. Os profissionais terão retornos com análise de desempenho e de lances polêmicos em cada rodada;
tecnologia e inovação: a CBF vai estrear o VAR semiautomático nesta temporada, mas ainda não tem previsão de início do uso da tecnologia. Outra novidade será a “refcam”, aquela câmera acoplada no corpo do árbitro para observar comportamento de atletas e inibir reações desproporcionais dos dois lados.
A CBF vai promover neste Campeonato Brasileiro e em suas competições com VAR a mudança de local da cabine do VAR. A ideia é retirar a tela de consulta dos árbitros de perto do banco de reservas – na maioria dos estádios, ela vai para o outro lado do campo. Mas, a depender da disposição do estádio, podem ficar também em posições estratégicas — mais próximos da linha de fundo.
— A gente está trabalhando agora para a mudança de posicionamento da área de revisão. A área de revisão passa a estar agora do outro lado do campo, onde o áudio pode ter mais tranquilidade, vai ter menos vazamento de áudio, de voz dentro do microfone do áudio, e fazendo uma comunicação mais clara, direta e padronizada com isso — disse Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem
CBF anuncia programa de profissionalização com árbitros contratados em 2026
Biênio 2026/2027 terá investimento de R$ 195 milhões na arbitragem
Exemplo de cerco ao VAR em Mirassol e Atlético-MG: cabine será realocada no campo de jogo para longe do banco de reservas
Joisel Amaral/AGIF
O VAR em 2026 terá novidade com a implantação da tecnologia do impedimento semiautomático. O planejamento inicial da CBF era tê-lo a partir da 1ª rodada do Brasileirão, mas ainda há pendências que vão da visita a todos os estádios que receberão a tecnologia — serão 27 ao todo, na Série A — ao trâmite de importação dos equipamentos. São centenas de celulares para uso em cada rodada do Braileirão.
Não há previsão para o funcionamento da tecnologia. Ainda faltam visitar alguns estádios relacionados pelos clubes para implantação da tecnologia. O planejamento ainda prevê jogos-teste para a operação. Nesta última semana, os técnicos foram aos estádios de Porto Alegre.
Atualmente, 16 estádios passaram pela vistoria — Maracanã, Neo Química Arena, MorumBis, Mineirão, Arena MRV, Arena Fonte Nova, Arena Barueri, Barradão, Nilton Santos, São Januário, Ligga Arena, Couto Pereira, Cícero de Souza Marques, Vila Belmiro, Beira-Rio e Arena do Grêmio. Os próximos estádios a passarem por vistorias serão Arena Condá, Baenão, Maião e Allianz Parque.
Chefe do do Grupo de Trabalho de Arbitragem da CBF explica a implementação do impedimento semiautomático
Árbitros profissionais
A CBF anunciou nesta terça-feira o programa de profissionalização da arbitragem brasileira. Ele já começa neste ano de 2026 para jogos do Campeonato Brasileiro da Série A. Os designados terão contrato de trabalho com a CBF de duração de um ano — são 20 árbitros principais, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR neste primeiro ano.
A ideia é que esses 72 profissionais cubram todas as 380 partidas do principal campeonato do país – eles podem ser escalados eventualmente em jogos da Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B.
A lista dos 20 árbitros profissionais é a seguinte:
Alex Stefano
Anderson Daronco
Bráulio Machado
Bruno Arleu
Davi Lacerda
Edina Batista
Felipe Lima
Flávio Souza
Jonathan Pinheiro
Lucas Casagrande
Lucas Torezin
Matheus Candançan
Paulo Zanovelli
Rafael Klein
Ramon Abatti Abel
Raphael Claus
Rodrigo Pereira
Savio Sampaio
Wagner Magalhães
Wilton Sampaio
A partir da aceitação – os árbitros podem recusar a designação e a CBF tem lista de suplentes -, os contratos serão firmados em fevereiro deste ano e início do programa em 1º de março. Os profissionais serão contratados como pessoa jurídica. Pela natureza do contrato de trabalho, a CBF não pode exigir dedicação exclusiva, mas prioritária ao trabalho de árbitro, assistente e VAR.
Os salários fixos têm diferença por categoria, se é árbitro Fifa ou CBF, por exemplo. Os profissionais contratados também receberão por partida — como já acontece hoje — e ainda um bônus por desempenho. A CBF não vai divulgar os valores de cada categoria — em média, os 72 contratados terão vencimentos de cerca de R$ 13 mil mensais, mas o grupo de árbitros terá os maiores valores, acima de R$ 30 mil fixos.
A escolha dos 72 primeiros contratados obedeceu a três critérios:
serem árbitros Fifa ou CBF
mais escaladas na série A em 2024 e 2025
nota média na avaliação de desempenho da CBF das temporadas 2024/2025
O programa de profissionalização é resultado de estudo de casos de outros países na Europa, como Alemanha, Inglaterra e Espanha, mas também de vizinhos latinos, como México. A CBF criou grupo de trabalho de arbitragem em novembro do ano passado — teve participação de 38 clubes das séries A e B, mas adesão menor em envolvimento direto (15 na série A e 9 na B responderam ao formulário enviado pela CBF). Consultores internacionais foram ouvidos e, claro, houve reuniões com árbitros.
A CBF aposta em quatro pilares para o desenvolvimento da arbitragem brasileira.
remuneração: com salário fixo, cotas variáveis por jogo e bônus, além de “auxílio-academia”, entre outros serviços vinculados à atividade;
excelência física e na saúde: com rotina semanal de treinos, os árbitros serão monitorados por smart watches que virá num kit exclusivo de trabalho da CBF. Também terão auxílio de nutricionista, psicólogos e fisioterapeutas. Além de quatro avaliações anuais que podem até vetá-los da escala por um “ciclo” entre as avaliações;
capacitação técnica: a CBF vai promover imersões mensais, com aulas teóricas, testes e sessões práticas para o grupo. Serão treinadas tomadas de decisão e ações gerais de uma partida, com dinâmicas para padronização de critérios. Os profissionais terão retornos com análise de desempenho e de lances polêmicos em cada rodada;
tecnologia e inovação: a CBF vai estrear o VAR semiautomático nesta temporada, mas ainda não tem previsão de início do uso da tecnologia. Outra novidade será a “refcam”, aquela câmera acoplada no corpo do árbitro para observar comportamento de atletas e inibir reações desproporcionais dos dois lados.