Botafogo abre Assembleia Geral para aumento do capital social da SAF; veja como funciona

A SAF Botafogo convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para esta quinta-feira a fim de debater a proposta de aumento do capital social da SAF, por meio da emissão de novas ações ordinárias. Caso não aconteça uma definição, a segunda chamada será na próxima terça.
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Para haver uma definição imediata, é preciso que todos os acionistas participem da AGE e expressem suas opiniões. Na noite da última quinta, a Justiça do Rio determinou que os administradores judiciais da SAF (os escritórios Marcello Macêdo Advogados e a Preserva-Ação) exerçam os direitos políticos das ações em nome da Eagle e intimou a presença na Assembleia.
Caso a Eagle não compareça na primeira chamada, a segunda reunião se fará necessária e está prevista para o dia 29 de setembro. As AGEs acontecem de forma virtual. Em caso de nova ausência na segunda chamada, a pauta poderá ser debatida de forma independente.
João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo, em partida contra o Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.
Jorge Rodrigues/AGIF
A proposta a ser votada inclui a emissão de 200 milhões de novas ações ordinárias da Classe B, ao preço de emissão de R$ 0,01 (um centavo de real) cada uma. Isso totaliza um aporte de R$ 2 milhões, a ser usado de forma imediata como meio “indispensável para o pagamento de parte da folha salarial” dos funcionários da SAF alvinegra.
Atualmente, o Botafogo social é o acionista majoritário da SAF, com 51% das ações desde que acionou bônus de subscrição em julho para assumir o controle da empresa, alegando que a Eagle havia descumprido o acordo de acionistas. A iniciativa foi outro passo importante para destravar a venda à GDA Luma, empresa liderada pelo mexicano Gabriel de Alba que têm acordo com o clube para assumir a SAF. Por enquanto, a Eagle é dona dos 49% restantes, anteriores ao aumento de capital pretendido.
Como vai funcionar?
A AGE foi convocada por Estêvão Benincá, presidente do Conselho de Administração. Ele assumiu no mês de agosto na mesma Assembleia que destituiu John Textor do comando da SAF. Em determinado momento, o americano acumulou os três cargos: investidor, CEO e presidente do Conselho de Administração.
Na prática, uma aprovação da proposta apresentada vai iniciar um possível processo de diluição da participação da Eagle, que deixou de ser acionista majoritária.
Estêvão Benincá, presidente do Conselho de Administração da SAF Botafogo
Divulgação
Ambos os acionistas terão direito de preferência para comprar as novas ações. Ou seja: em até 30 dias a partir da aprovação do aumento de capital, conforme previsto no edital da AGE, o Botafogo associativo poderá incorporar 51% (102 milhões) das 200 milhões de ações classe B à própria parcela da SAF.
A Eagle pode incorporar, também dentro deste prazo, as demais 98 milhões de ações. Caso a Eagle não compre as ações dentro do período estipulado, vai haver a “sobra” de ações não subscritas. A partir daí, o Botafogo associativo poderá manifestar interesse nas ações restantes e fazer a compra em até cinco dias após o fim do prazo inicial.
John Textor visita sede do Botafogo
Este cenário aponta para uma possível diluição da Eagle na SAF do Botafogo. Se a empresa não se manifestar e o clube social subscrever todas as 200 milhões de novas ações, a participação acionária da Eagle será reduzida a um percentual muito pequeno.
Atualmente, a Eagle não tem direitos políticos no cotidiano da SAF Botafogo por determinação da Justiça do Rio. Recentemente, os escritórios Mattos Filho e Sergio Bermudes renunciaram à representação da empresa nos processos que estão em curso no Brasil.
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