Justiça nega pedido da Feng e mantém contrato do São Paulo com a Ticketmaster

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O São Paulo obteve uma vitória na Justiça nesta sexta-feira. A 12ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo recusou um pedido da Feng e manteve vigente o contrato do clube com a Ticketmaster para a operação do sócio-torcedor a partir do ano que vem.
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Nas últimas semanas, a Feng foi à Justiça contra o São Paulo alegando que tinha a prioridade para igualar uma proposta de outra empresa que tivesse interesse em assumir o programa de sócio-torcedor do clube, como a Ticketmaster.
O São Paulo, representado pelo advogado Guilherme Salutti, se defendeu alegando que o contrato prevê a rescisão unilateral com aviso prévio de 180 dias e pagamento de 15% da receita bruta mensal, sem necessidade de dar à Feng a possibilidade de igualar uma proposta.
A Justiça concordou que o contrato prevê a rescisão unilateral sem dar à Feng o direito de renovar o próprio contrato que seria rescindido ou a prioridade em uma nova parceria, como a firmada com a Ticketmaster.
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Joisel Amaral/AGIF
A Feng também pediu à Justiça que os valores aos quais o São Paulo tem direito pelo contrato com a Ticketmaster fossem depositados em juízo. Esse pedido também foi negado. O clube receberá, até o fim do ano, R$ 140 milhões.
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A Feng, agora, pode insistir no caso e transformar o pedido cautelar em um processo, que precisará ainda ser julgado.
O São Paulo acertou com a Ticketmaster nas últimas semanas para a empresa assumir a gestão de ingressos do Morumbis e o programa de sócio-torcedor do clube. A gestora também pagou R$ 30 milhões para usar o camarote 29A do estádio.
Os outros R$ 110 milhões, que totalizam os R$ 140 milhões, serão uma espécie de empréstimo da Ticketmaster ao São Paulo. E o clube precisará devolver esses valores a partir da renda obtida com jogos no Morumbis, com um limite de R$ 1,8 milhão ao mês.
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