Análise: Maringá corrige rota com solução caseira e atinge novo patamar com acesso à Série B

Veja os gols de Maringá 2 x 0 Floresta no Estádio Willie Davids
O Maringá alcançou a maior conquista em 16 anos de clube e está na Série B do Brasileiro. O acesso inédito é resultado de um projeto que vem se consolidando, somado a uma arrancada na reta final marcada por uma solução caseira: a efetivação de Ivan Campanari como técnico.
Maringá conquista acesso histórico à Série B do Brasileiro
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A organização fora de campo deu base para os resultados em campo, alcançando agora o ápice com a chegada à Série B. Mais do que uma conquista esportiva, o acesso abre uma nova etapa e pode ser uma virada de chave para o Maringá.
O Dogão passa a integrar o grupo dos 40 clubes das principais divisões do futebol brasileiro, disputando um campeonato de maior visibilidade e também com mais potencial de arrecadação.
O novo cenário também traz exigências maiores, como ampliar a capacidade de investimento, montar um elenco competitivo e estruturar o clube para uma competição em que a margem para erros é menor. Desafios, porém, que o Maringá já sinalizou que está pronto para encarar.
— Ir para a Série B é um divisor de águas muito grande. Você passa a frequentar outra prateleira do futebol brasileiro, com outro nível de recurso, outro nível de exposição, outro nível de folha de pagamento de atletas, comissão técnica — disse o presidente do Maringá, João Vitor Mazzer, em entrevista ao ge na última semana.
De auxiliar a comandante: Ivan Campanari embala Maringá na Série C
Correção de rota para chegar ao acesso
Depois de parar na primeira fase da Série C no ano passado, o Maringá viu o cenário quase se repetir em 2026. O time oscilou muito na primeira fase e demorou para engrenar. A solução foi encontrada dentro do próprio clube.
Faltando três rodadas, a diretoria optou pela demissão do técnico Moisés Egert. Auxiliar fixo da comissão, Ivan Campanari foi o escolhido como substituto.
O profissional chegou ao Maringá em 2023, como treinador do sub-15, e depois foi auxiliar de Jorge Castilho até 2025. Ele voltou nesta temporada como auxiliar e ganhou a primeira oportunidade de forma efetiva.
Campanari pegou o Maringá em 11º e conseguiu a arrancada necessária para a classificação. Após empatar com o Confiança, fora, o time venceu o Barra e o Paysandu nas rodadas finais e avançou para o quadrangular na quarta posição.
Com conhecimento do elenco e da trajetória recente do clube, o treinador resgatou a confiança do grupo e recuperou características da identidade de jogo construída pelo Maringá nos últimos anos.
Também encontrou rapidamente uma formação para a reta decisiva e contou com jogadores identificados com o projeto, como o zagueiro Ronald, o meia Lucas Bonifácio e o atacante Negueba.
Ivan Campanari é abraçado em comemoração do gol do Maringá
Fernando Teramatsu/Maringá FC
No quadrangular, o Maringá venceu o Floresta, fora de casa, na primeira rodada. Depois perdeu para o Santa Cruz e derrotou o Botafogo-PB, ambos no Willie Davids. No returno, empatou com Botafogo-PB e Santa Cruz, os dois fora.
Na última rodada, o Maringá entrou em campo com a vantagem de subir mesmo com uma derrota por um gol de diferença, mas fez a festa do torcedor com a vitória por 2 a 0. Ronald Camarão, em uma bomba no ângulo, abriu o placar, e Paulinho, em cobrança de falta, ampliou, fazendo a festa com o torcedor.
O Maringá agora vai disputar o título da Série C, em busca da “cereja do bolo”. A festa, porém, já está garantida com o acesso, em mais um passo na trajetória de crescimento do clube para se consolidar no cenário nacional.
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