Premier League e Manchester City: entenda quais podem ser as punições do City
O Manchester City apresentou nesta sexta-feira seu recurso completo contra o parecer da Comissão Independente da Premier League, que o considerou culpado por violar as regras financeiras da liga. O clube diz que é inocente de todas as acusações. A Premier League tem 12 semanas a partir de hoje para avaliar essa apelação, e mais 30 dias para proferir o resultado dessa análise.
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Logo do Manchester City do lado de fora do Etihad Stadium, estádio do clube.
OLI SCARFF / AFP
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— A posição firme do clube é que, por diversos motivos, o parecer contém erros materiais evidentes, de direito, de princípio e de fato, e é inseguro. O Manchester City é inocente das acusações feitas pela Premier League e existe um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustentam todas as suas posições relativas a este caso. Continuaremos a respeitar o devido processo legal — declarou o City, em nota.
Também nesta sexta-feira, a federação de futebol da Inglaterra (FA) confirmou ter autonomia para aplicar medidas disciplinares contra o Manchester City. Foi a primeira vez que a entidade que rege o futebol do país se manifestou oficialmente sobre o assunto.
A FA informou que acompanha de perto o caso, mas aguardará a conclusão do processo, incluindo a avaliação do recurso do clube, antes de tomar qualquer decisão. A federação de futebol também tem poderes para tomar medidas contra indivíduos que comprovadamente tenham infringido regras ou agido de forma desonesta.
O veredito da comissão independente da Premier League sobre as acusações contra o Manchester City tem “implicações significativas para a integridade do futebol”, segundo o comunicado da federação. A FA garante tomar ações “quando apropriado”.
— Estamos analisando cuidadosamente a decisão e suas implicações e tomaremos as medidas cabíveis. Como o processo entre a Premier League e o Manchester City ainda está em andamento, não pretendemos fazer mais comentários nesta fase. No entanto, continuaremos acompanhando os desdobramentos de perto — declarou a FA, em nota.
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A comissão constatou que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, o City organizou contratos ‘falsos’ com diversos parceiros comerciais; registrou contas falsas e ocultou a verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol; violou significativamente os limites de gastos tanto da liga quanto da Uefa; e cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé.
As possíveis punições ao Manchester City variam da perda de pontos, embargos de transferências até a expulsão da elite do Campeonato Inglês. Contudo, a comissão independente da Premier League já afirmou que não há precedentes comparáveis a este caso.
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Vista geral do Etihad Stadium, estádio do Manchester City
OLI SCARFF / AFP
Entenda o caso
O Manchester City foi acusado, em fevereiro de 2023, de violar as regras financeiras da Premier League — mais de 100 vezes durante nove anos. A investigação que levou à acusação durou quatro anos. O caso foi então encaminhado para uma comissão independente da liga.
As supostas violações financeiras teriam ocorrido entre 2009 e 2018. O clube foi acusado de ter violado as regras da liga que exigem “a melhor fé” na hora de declarar informações “que forneçam uma visão verdadeira e justa da posição financeira do clube”.
O Manchester City inflou artificialmente suas receitas e reduziu seus custos em mais de 900 milhões de libras, por meio de pagamentos ilícitos de mais de 830 milhões de libras provenientes de seus proprietários, o Abu Dhabi United Group, e de acordos fictícios ou inflados de direitos de imagem.
A comissão independente da Premier League decidiu contra o clube, em acusações sobre o fornecimento de informações financeiras imprecisas, o superfaturamento de contratos de patrocínio ligados aos proprietários do City, de Abu Dhabi, e a não divulgação de pagamentos a jogadores e ao ex-técnico Roberto Mancini.
As violações sobre não fornecer informações precisas sobre a situação financeira do clube vão de 2009/10 a 2017/18.
A falta de detalhamento sobre o pagamento do técnico no contrato firmado se deu entre 2009/10 e 2012/13. O treinador na época era Roberto Mancini. A não inclusão de detalhes na remuneração de jogadores ocorreu entre 2010/11 e 2015/16.
O City não teria cumprido as regulamentações da Uefa, incluindo de licenciamento e de Fair Play, entre 2013/14 e 2017/18.
O clube não aplicou as regras da Premier League para rentabilidade e sustentabilidade entre 2015/16 e 2017/18.
O Manchester City não teria colaborado com as investigações da Premier League desde 2018 até hoje, ao não fornecer de boa vontade documentos e informações.
O Manchester City apresentou nesta sexta-feira seu recurso completo contra o parecer da Comissão Independente da Premier League, que o considerou culpado por violar as regras financeiras da liga. O clube diz que é inocente de todas as acusações. A Premier League tem 12 semanas a partir de hoje para avaliar essa apelação, e mais 30 dias para proferir o resultado dessa análise.
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Logo do Manchester City do lado de fora do Etihad Stadium, estádio do clube.
OLI SCARFF / AFP
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Também nesta sexta-feira, a federação de futebol da Inglaterra (FA) confirmou ter autonomia para aplicar medidas disciplinares contra o Manchester City. Foi a primeira vez que a entidade que rege o futebol do país se manifestou oficialmente sobre o assunto.
A FA informou que acompanha de perto o caso, mas aguardará a conclusão do processo, incluindo a avaliação do recurso do clube, antes de tomar qualquer decisão. A federação de futebol também tem poderes para tomar medidas contra indivíduos que comprovadamente tenham infringido regras ou agido de forma desonesta.
O veredito da comissão independente da Premier League sobre as acusações contra o Manchester City tem “implicações significativas para a integridade do futebol”, segundo o comunicado da federação. A FA garante tomar ações “quando apropriado”.
— Estamos analisando cuidadosamente a decisão e suas implicações e tomaremos as medidas cabíveis. Como o processo entre a Premier League e o Manchester City ainda está em andamento, não pretendemos fazer mais comentários nesta fase. No entanto, continuaremos acompanhando os desdobramentos de perto — declarou a FA, em nota.
Enzo Maresca vai ter sucesso imediato no Manchester City? Gringolândia debate
A comissão constatou que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, o City organizou contratos ‘falsos’ com diversos parceiros comerciais; registrou contas falsas e ocultou a verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol; violou significativamente os limites de gastos tanto da liga quanto da Uefa; e cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé.
As possíveis punições ao Manchester City variam da perda de pontos, embargos de transferências até a expulsão da elite do Campeonato Inglês. Contudo, a comissão independente da Premier League já afirmou que não há precedentes comparáveis a este caso.
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OLI SCARFF / AFP
Entenda o caso
O Manchester City foi acusado, em fevereiro de 2023, de violar as regras financeiras da Premier League — mais de 100 vezes durante nove anos. A investigação que levou à acusação durou quatro anos. O caso foi então encaminhado para uma comissão independente da liga.
As supostas violações financeiras teriam ocorrido entre 2009 e 2018. O clube foi acusado de ter violado as regras da liga que exigem “a melhor fé” na hora de declarar informações “que forneçam uma visão verdadeira e justa da posição financeira do clube”.
O Manchester City inflou artificialmente suas receitas e reduziu seus custos em mais de 900 milhões de libras, por meio de pagamentos ilícitos de mais de 830 milhões de libras provenientes de seus proprietários, o Abu Dhabi United Group, e de acordos fictícios ou inflados de direitos de imagem.
A comissão independente da Premier League decidiu contra o clube, em acusações sobre o fornecimento de informações financeiras imprecisas, o superfaturamento de contratos de patrocínio ligados aos proprietários do City, de Abu Dhabi, e a não divulgação de pagamentos a jogadores e ao ex-técnico Roberto Mancini.
As violações sobre não fornecer informações precisas sobre a situação financeira do clube vão de 2009/10 a 2017/18.
A falta de detalhamento sobre o pagamento do técnico no contrato firmado se deu entre 2009/10 e 2012/13. O treinador na época era Roberto Mancini. A não inclusão de detalhes na remuneração de jogadores ocorreu entre 2010/11 e 2015/16.
O City não teria cumprido as regulamentações da Uefa, incluindo de licenciamento e de Fair Play, entre 2013/14 e 2017/18.
O clube não aplicou as regras da Premier League para rentabilidade e sustentabilidade entre 2015/16 e 2017/18.
O Manchester City não teria colaborado com as investigações da Premier League desde 2018 até hoje, ao não fornecer de boa vontade documentos e informações.