Operação de novo empréstimo da PanSports ao Figueirense não pode ser concluída

Presidente do conselho explica entrave na SAF do Figueirense
Em meio às tratativas para garantir o fluxo financeiro até o fim da temporada, o Figueirense analisou uma nova possibilidade de empréstimo-ponte apresentada pela PanSports, no valor de R$ 7 milhões. A operação, porém, não pode ser concluída nos moldes propostos porque a garantia prevista já está vinculada a um mútuo firmado entre as partes em julho.
A operação previa novamente a utilização de parte do terreno do CFT do Cambirela como garantia. Segundo o Figueirense, porém, o percentual autorizado pela Associação Amigos do Figueirense (Asfig) já está vinculado ao empréstimo de aproximadamente R$ 3 milhões firmado com a PanSports.
Estádio Orlando Scarpelli
Eduardo Pauli/FFC
Na ocasião, a utilização da área foi aprovada em caráter excepcional. Como a garantia segue comprometida com o mútuo anterior, uma nova operação no mesmo formato é considerada inviável.
O novo aporte serviria para reforçar o fluxo financeiro do clube até o fim da temporada. Atualmente, a folha salarial referente à CLT está quitada, enquanto permanecem pendentes valores de direitos de imagem.
A necessidade de novos recursos ocorre enquanto a PanSports ainda negocia as condições para assumir definitivamente a SAF do Figueirense. O principal entrave segue sendo a dívida com a Clave, que cobra cerca de R$ 43 milhões do clube.
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Na última quinta-feira, em entrevista exclusiva ao Debate Diário, o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Miranda, afirmou que a Clave tem apresentado uma cobrança na casa dos R$ 43 milhões. O dirigente também explicou que o contrato prevê juros próximos de 3% ao mês e que existe a possibilidade de parcelamento do montante.
O presidente do Conselho Deliberativo Antônio Miranda e o presidente da Associação Figueirense José Tadeu, com as pospostas em mãos
Divulgação/Figueirense
Segundo Miranda, o Figueirense trabalha com um custo mensal de aproximadamente R$ 1,5 milhão, enquanto arrecada cerca de R$ 500 mil. A diferença exige aportes próximos de R$ 1 milhão por mês para bancar despesas como salários, funcionários, manutenção do CFT e do Orlando Scarpelli, alimentação, transporte e lavanderia.
Ainda de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, a receita mensal do programa de sócios, estimada em cerca de R$ 500 mil, é utilizada atualmente para amortizar juros da dívida com a Clave.
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Patrick Floriani / FFC
Enquanto tenta solucionar esse passivo, a PanSports busca novos investidores para viabilizar a operação. Segundo integrantos do grupo, hpossui ao menos dois fundos de investimento interessados em participar do projeto do Figueirense, inclusive com a possibilidade de envolvimento em um empreendimento imobiliário. As conversas seguem em andamento.
A expectativa interna é de que uma solução para a negociação com a Clave permita avançar para a assinatura definitiva com a PanSports. Miranda afirmou na semana passada que espera a conclusão do processo até dezembro.
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