Enquanto a Copa do Mundo 2026 movimenta o futebol internacional e inspira uma nova geração de jogadores, o lateral-esquerdo Cuiabano acompanha o torneio com atenção especial. Aos 23 anos, o atleta nascido na capital mato-grossense vive um momento de retomada na carreira após lesão muscular e já traça metas para os próximos anos. A mais ambiciosa delas é entrar no radar da seleção brasileira no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030.
Revelado pelo Grêmio, onde ganhou projeção nacional, o jogador do Vasco acumulou experiências importantes nos últimos anos. Com passagem de destaque pelo Botafogo, clube pelo qual conquistou os títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024, foi negociado com o Nottingham Forest, da Inglaterra, que o emprestou ao Cruz-Maltino.
Cuiabano comemora vitória do Vasco
Matheus Lima/Vasco
Durante a pausa no calendário, o lateral aproveitou alguns dias de descanso em Cuiabá ao lado da família. O período foi importante depois de um ano marcado por mudanças de país, clube e rotina.
— Foi uma correria danada, né? Muita mudança, fuso horário, adaptação… faz parte da nossa vida. Consegui dar uma parada sim, ficar com a minha família, descansar a cabeça e cuidar da saúde mental. Importante para recarregar a bateria, mas jogador nunca desliga 100%. A gente sempre faz alguma coisa para manter o corpo ativo. Pude treinar e reencontrar amigos — disse em entrevista ao ge.
Recuperado de lesão
No fim de abril, Cuiabano sofreu uma lesão muscular na coxa que o afastou dos gramados por quase um mês. O lateral, porém, conseguiu retornar antes da paralisação e participou das partidas contra Bragantino e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, além do confronto diante do Barracas Central, pela Copa Sul-Americana. Agora, garante estar totalmente recuperado para a retomada da temporada.
— Tive um problema muscular na coxa que me segurou um pouco. Mas fiz um tratamento intenso, de dois turnos, um pouco no CT do Vasco e um pouco em casa. Graças a Deus já estou 100%, voltei a jogar antes da pausa, treinando normal com o grupo e sem restrição nenhuma. No retorno agora é aprimorar o ritmo e lutar para voltar às vitórias.
Cuiabano em atuação pelo Vasco
Marcos Junior/AGIF
Desde sua chegada ao Vasco, Cuiabano disputou 14 partidas, marcou um gol e contribuiu com quatro assistências. Os números mantêm uma característica que o acompanha desde os tempos de Botafogo: a participação ofensiva. Pelo clube alvinegro, acumulou 77 jogos, dez gols e oito assistências entre 2024 e 2025.
Disputa por espaço
Com o retorno das competições, o lateral espera conquistar mais minutos em campo, mas evita tratar a titularidade como prioridade individual. Para ele, o principal objetivo é ajudar o Vasco a reagir na temporada.
— A perspectiva é de muito trabalho. O Vasco é gigante e a gente sabe da responsabilidade de vestir essa camisa. Sobre ser titular, isso eu batalho no dia a dia, respeitando meus companheiros e a opção do professor Renato. O mais importante agora é o grupo estar forte e unido para tirar o clube dessa situação. Quem o professor escolher vai estar pronto para dar a vida em campo.
O momento do clube exige atenção. O Vasco ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, cenário que preocupa elenco e torcida.
— O Vasco não merece estar ali e a gente tem total consciência disso — destacou, antes de frisar o compromisso de todos na recuperaçáo:
Cuiabano em Vasco x Fluminense
André Durão
— Essa pausa serviu para cada um descansar, cuidar da parte mental e refletir sobre essa primeira parte do ano. Agora temos que fechar o grupo e melhorar nossos pontos fracos. O pensamento é um só: união e entrega total. Vamos lutar e o torcedor pode ter certeza que empenho não vai faltar.
Confiança em Renato Gaúcho
Outro fator que pode favorecer Cuiabano na sequência da temporada é a relação construída com Renato Gaúcho. Os dois trabalharam juntos no Grêmio, clube no qual o lateral começou a ganhar espaço entre os profissionais.
Segundo o jogador, o histórico facilita a adaptação e o entendimento dentro do trabalho diário:
— Trabalhar com o professor Renato é bom demais. Como a gente já se conhecia do Grêmio, facilita bastante a comunicação e ele sabe o que eu posso entregar, onde eu posso ajudar mais. Ele é um cara que entende muito de futebol e de vestiário, sabe falar a língua do jogador. Cobra muito a gente, mas também dá muita confiança. A relação é de muito respeito e profissionalismo.
Revelado pelo Grêmio, Cuiabano também trabalhou com Renato Gaúcho no Tricolor
Lucas Uebel/Grêmio
Sonho de Seleção segue vivo
Em meio à realização da Copa, Cuiabano admite que o torneio desperta ainda mais o desejo de vestir a camisa da seleção brasileira. Embora reconheça que o foco atual esteja totalmente voltado para o Vasco, o lateral vê o próximo ciclo mundial como uma oportunidade para buscar espaço entre os principais nomes do país na posição.
O atleta já teve passagens pelas categorias de base da Seleção e acredita que o caminho para uma eventual convocação passa pelo desempenho dentro dos clubes.
— Não vou mentir, é claro que é um sonho jogar pela Seleção. Já tive o prazer de jogar nas categorias de base, mas sei que a principal é outro nível. Apesar de jovem, já tenho um caminho percorrido no futebol, com títulos de Libertadores, Brasileirão e estaduais, mas sei que as coisas acontecem no tempo certo.
Cuiabano atuou pela Seleção Sub-20
Arquivo pessoal
— Se eu fizer um trabalho bem feito aqui no Vasco, que é minha prioridade total hoje, a chance na Seleção pode ocorrer. Tem que sonhar, mas tem que trabalhar muito.
Copa também como fonte de aprendizado
Além da torcida pelo Brasil, Cuiabano aproveita a Copa do Mundo para observar alguns dos principais laterais do futebol internacional. O hábito, segundo ele, faz parte do processo de evolução profissional.
— A torcida é pelo Brasil e não tem como ser diferente. A gente está na esperança do hexa. Mas confesso que tenho assistido alguns jogos específicos.
Nuno Mendes, lateral camisa 25 de Portugal
Reuters
Um trio que tem feito sucesso em grandes clubes europeus ganha atenção especial de Cuiabano.
— Tenho olhado o Hernández, da França, o Davies, do Canadá, e o Nuno, de Portugal. São caras que são referência hoje. Gosto de ver os jogos das seleções maiores para observar os caras da minha posição, ver como eles se movimentam e o que dá para aprender — completou ao ge.
Mais Vasco:
+ Cobranças da torcida e pouca trégua: o balanço do conturbado semestre dos reforços do Vasco
+ Vasco deposita esperança em Andrés Gómez para ampliar recorde de artilharia em Copas
Revelado pelo Grêmio, onde ganhou projeção nacional, o jogador do Vasco acumulou experiências importantes nos últimos anos. Com passagem de destaque pelo Botafogo, clube pelo qual conquistou os títulos da Libertadores e do Campeonato Brasileiro em 2024, foi negociado com o Nottingham Forest, da Inglaterra, que o emprestou ao Cruz-Maltino.
Cuiabano comemora vitória do Vasco
Matheus Lima/Vasco
Durante a pausa no calendário, o lateral aproveitou alguns dias de descanso em Cuiabá ao lado da família. O período foi importante depois de um ano marcado por mudanças de país, clube e rotina.
— Foi uma correria danada, né? Muita mudança, fuso horário, adaptação… faz parte da nossa vida. Consegui dar uma parada sim, ficar com a minha família, descansar a cabeça e cuidar da saúde mental. Importante para recarregar a bateria, mas jogador nunca desliga 100%. A gente sempre faz alguma coisa para manter o corpo ativo. Pude treinar e reencontrar amigos — disse em entrevista ao ge.
Recuperado de lesão
No fim de abril, Cuiabano sofreu uma lesão muscular na coxa que o afastou dos gramados por quase um mês. O lateral, porém, conseguiu retornar antes da paralisação e participou das partidas contra Bragantino e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro, além do confronto diante do Barracas Central, pela Copa Sul-Americana. Agora, garante estar totalmente recuperado para a retomada da temporada.
— Tive um problema muscular na coxa que me segurou um pouco. Mas fiz um tratamento intenso, de dois turnos, um pouco no CT do Vasco e um pouco em casa. Graças a Deus já estou 100%, voltei a jogar antes da pausa, treinando normal com o grupo e sem restrição nenhuma. No retorno agora é aprimorar o ritmo e lutar para voltar às vitórias.
Cuiabano em atuação pelo Vasco
Marcos Junior/AGIF
Desde sua chegada ao Vasco, Cuiabano disputou 14 partidas, marcou um gol e contribuiu com quatro assistências. Os números mantêm uma característica que o acompanha desde os tempos de Botafogo: a participação ofensiva. Pelo clube alvinegro, acumulou 77 jogos, dez gols e oito assistências entre 2024 e 2025.
Disputa por espaço
Com o retorno das competições, o lateral espera conquistar mais minutos em campo, mas evita tratar a titularidade como prioridade individual. Para ele, o principal objetivo é ajudar o Vasco a reagir na temporada.
— A perspectiva é de muito trabalho. O Vasco é gigante e a gente sabe da responsabilidade de vestir essa camisa. Sobre ser titular, isso eu batalho no dia a dia, respeitando meus companheiros e a opção do professor Renato. O mais importante agora é o grupo estar forte e unido para tirar o clube dessa situação. Quem o professor escolher vai estar pronto para dar a vida em campo.
O momento do clube exige atenção. O Vasco ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, cenário que preocupa elenco e torcida.
— O Vasco não merece estar ali e a gente tem total consciência disso — destacou, antes de frisar o compromisso de todos na recuperaçáo:
Cuiabano em Vasco x Fluminense
André Durão
— Essa pausa serviu para cada um descansar, cuidar da parte mental e refletir sobre essa primeira parte do ano. Agora temos que fechar o grupo e melhorar nossos pontos fracos. O pensamento é um só: união e entrega total. Vamos lutar e o torcedor pode ter certeza que empenho não vai faltar.
Confiança em Renato Gaúcho
Outro fator que pode favorecer Cuiabano na sequência da temporada é a relação construída com Renato Gaúcho. Os dois trabalharam juntos no Grêmio, clube no qual o lateral começou a ganhar espaço entre os profissionais.
Segundo o jogador, o histórico facilita a adaptação e o entendimento dentro do trabalho diário:
— Trabalhar com o professor Renato é bom demais. Como a gente já se conhecia do Grêmio, facilita bastante a comunicação e ele sabe o que eu posso entregar, onde eu posso ajudar mais. Ele é um cara que entende muito de futebol e de vestiário, sabe falar a língua do jogador. Cobra muito a gente, mas também dá muita confiança. A relação é de muito respeito e profissionalismo.
Revelado pelo Grêmio, Cuiabano também trabalhou com Renato Gaúcho no Tricolor
Lucas Uebel/Grêmio
Sonho de Seleção segue vivo
Em meio à realização da Copa, Cuiabano admite que o torneio desperta ainda mais o desejo de vestir a camisa da seleção brasileira. Embora reconheça que o foco atual esteja totalmente voltado para o Vasco, o lateral vê o próximo ciclo mundial como uma oportunidade para buscar espaço entre os principais nomes do país na posição.
O atleta já teve passagens pelas categorias de base da Seleção e acredita que o caminho para uma eventual convocação passa pelo desempenho dentro dos clubes.
— Não vou mentir, é claro que é um sonho jogar pela Seleção. Já tive o prazer de jogar nas categorias de base, mas sei que a principal é outro nível. Apesar de jovem, já tenho um caminho percorrido no futebol, com títulos de Libertadores, Brasileirão e estaduais, mas sei que as coisas acontecem no tempo certo.
Cuiabano atuou pela Seleção Sub-20
Arquivo pessoal
— Se eu fizer um trabalho bem feito aqui no Vasco, que é minha prioridade total hoje, a chance na Seleção pode ocorrer. Tem que sonhar, mas tem que trabalhar muito.
Copa também como fonte de aprendizado
Além da torcida pelo Brasil, Cuiabano aproveita a Copa do Mundo para observar alguns dos principais laterais do futebol internacional. O hábito, segundo ele, faz parte do processo de evolução profissional.
— A torcida é pelo Brasil e não tem como ser diferente. A gente está na esperança do hexa. Mas confesso que tenho assistido alguns jogos específicos.
Nuno Mendes, lateral camisa 25 de Portugal
Reuters
Um trio que tem feito sucesso em grandes clubes europeus ganha atenção especial de Cuiabano.
— Tenho olhado o Hernández, da França, o Davies, do Canadá, e o Nuno, de Portugal. São caras que são referência hoje. Gosto de ver os jogos das seleções maiores para observar os caras da minha posição, ver como eles se movimentam e o que dá para aprender — completou ao ge.
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