Pressionada para dar uma resposta a altura de sua história após duas eliminações seguidas na fase de grupos da Copa do Mundo, a Alemanha goleou impiedosamente a frágil seleção de Curação na abertura da edição 2026. O 1º tempo, porém, reservou momentos de tensão na tarde de Houston. Em instante de desconcentração, o empate chegou a ser cedido, mas a normalidade não demorou a voltar.
Nmecha abriu caminho para a goleada de 7×1 e foi um dos melhores em campo. Tomou conta da posição. Wirtz, Musiala, Undav e Brown também funcionaram bem. Quem não acompanhou o nível dos demais companheiros foi Leroy Sané, impreciso e displiscente. Se o esperado era um resultado acachapante para que a seleção alemã fosse vista de forma diferente, ele aconteceu.
Escalação
Julian Nagelsmann optou pela titularidade de Neuer no gol. Kimmich atuou mais uma vez como lateral-direito e Brown foi o esquerdo. Pavlovic e Nmecha formaram a dupla de volantes. O experiente Dick Advocaat montou Curaçao no 4-3-1-2, um losango no meio-campo. Chong foi o meia mais próximo de Hansen e Locadia no ataque.
Como Alemanha e Curaçao abriram o Grupo E da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
A Alemanha demorou apenas cinco minutos para mostrar na prática o tamanho da diferença entre as seleções. Nmecha, que infiltrava mais na área em relação a Pavlovic, tabelou com Wirtz perto da meia-lua e bateu de chapa no canto esquerdo de Eloy Room. O volante do Borussia Dortmund chegou a finalizar outras duas vezes antes dos 15 minutos, evidenciando o volume inicial germânico.
Wirtz partia da esquerda pra dentro, se encontrava ou trocava de posição com Musiala. Os dois eram os mais influentes perto da área. Pavlovic e Kimmich distribuíam os passes mais importantes na intermediária contrária. Brown gerava presença constante no flanco esquerdo. Sané era o homem mais fixo na direita, e Havertz circulava a partir do centro do ataque.
Curação mostrava problemas para proteger todos os espaços. Seus laterais se distanciavam muito dos zagueiros para combater Brown e Sané. O trio à frente da defesa não compensava essas lacunas e nem era agressivo para pressionar a bola. Chong, Hansen e Locadia auxiliavam pouco em bloco baixo. O segundo gol europeu era questão de tempo e isso parece ter desconcentrado os alemães.
Alguns erros incomuns começaram a ser cometidos com a bola, as reações após perder a posse já não eram mais tão competitivas, e Curaçao mostrou que sabe o que fazer para criar. Chegou ao empate em bela trama que começou na esquerda e terminou na direita, envolvendo Obispo, Floranus, Chong, Locadia e Comenencia, que bateu firme para vencer Neuer.
Livano Comenencia comemora gol em Alemanha x Curaçao
Alexander Hassenstein/Getty Images
O trauma das últimas duas Copas, quando caiu na primeira fase e foi derrotada por seleções inferiores, nitidamente afetou a Alemanha por alguns minutos. O NRG Stadium se inflamou, fomentando ainda mais confiança para a seleção caribenha. O entretenimento estava posto, com direito a algumas trocas de passe interessantes e dribles arriscados entre as duas intermediárias.
Aos poucos a Alemanha foi voltando para o jogo, e teve na bola parada aérea uma arma para finalizar. Schlotterbeck, marcado individualmente por Comenencia em escanteios e faltas laterais, cabeceou três vezes até o fim do 1º tempo. Primeiro obrigou Eloy Room a fazer boa defesa. Mas depois não perdoou para recolocar os germânicos no comando do placar.
Novamente mais tranquilos e concentrados, os favoritos voltaram a empilhar chances e achar combinações na entrada da área. Pavlovic, Wirtz e Sané poderiam ter marcado. Acabaram bloqueados em uma área muito congestionada. Tanto que Nmecha sofreu um pênalti de Bazoer quando faria mais um gol. Havertz converteu a penalidade com extrema precisão e enfim apareceu no jogo.
Ele e Leroy Sané poderiam ter participado mais efetivamente. Dick Advocaat promoveu a entrada de Antonisse no intervalo. Hansen saiu. Chong foi adiantado para o ataque. Não deu nem tempo de ver se causaria algum efeito. A Alemanha voltou novamente em ritmo forte e interessado, e ampliou no primeiro minuto do 2º tempo. Musiala fez a diagonal na área, recebeu de Kimmich, e acertou o canto.
Havertz faz o terceiro da Alemanha
Reuters
Com o resultado garantido, Nagelsmann demorou a começar a mexer no time. Os duelos contra Equador e Costa do Marfim certamente exigirão muito mais da Alemanha e é importante ter as principais peças bem fisicamente. Musiala deixou o gramado perto dos 20 minutos. Deniz Undav entrou. Havertz passou a trabalhar um pouco mais recuado.
O novo centroavante do time não demorou a mostrar que merece mais momentos em campo. Recebeu de Wirtz no pivô após ótima troca de passes e ajeitou para Brown marcar de perna direita. Um prêmio a ótima atuação do jovem lateral-esquerdo. Logo depois ele deu lugar a David Raum na função. Goretzka e Rudiger também substituíram Nmecha e Tah.
Com sangue novo e peças buscando recuperar espaço, o nível de intensidade do time cresceu novamente. O suficiente para que mais uma bela trama com bola de pé em pé fosse construída antes do gol marcado por Undav. David Raum, Wirtz, Havertz e Kimmich participaram da articulação.
O placar de péssimas recordações para os brasileiros foi alcançado depois dos 40 minutos. Goretzka iniciou o contragolpe com um desarme pelo meio e Undav deixou Havertz na cara do gol. A finalização de cavadinha encerrou com classe a chuva de gols do ataque europeu. A Alemanha agora é a seleção que mais balançou a rede na história das Copas.
Nmecha abriu caminho para a goleada de 7×1 e foi um dos melhores em campo. Tomou conta da posição. Wirtz, Musiala, Undav e Brown também funcionaram bem. Quem não acompanhou o nível dos demais companheiros foi Leroy Sané, impreciso e displiscente. Se o esperado era um resultado acachapante para que a seleção alemã fosse vista de forma diferente, ele aconteceu.
Escalação
Julian Nagelsmann optou pela titularidade de Neuer no gol. Kimmich atuou mais uma vez como lateral-direito e Brown foi o esquerdo. Pavlovic e Nmecha formaram a dupla de volantes. O experiente Dick Advocaat montou Curaçao no 4-3-1-2, um losango no meio-campo. Chong foi o meia mais próximo de Hansen e Locadia no ataque.
Como Alemanha e Curaçao abriram o Grupo E da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
A Alemanha demorou apenas cinco minutos para mostrar na prática o tamanho da diferença entre as seleções. Nmecha, que infiltrava mais na área em relação a Pavlovic, tabelou com Wirtz perto da meia-lua e bateu de chapa no canto esquerdo de Eloy Room. O volante do Borussia Dortmund chegou a finalizar outras duas vezes antes dos 15 minutos, evidenciando o volume inicial germânico.
Wirtz partia da esquerda pra dentro, se encontrava ou trocava de posição com Musiala. Os dois eram os mais influentes perto da área. Pavlovic e Kimmich distribuíam os passes mais importantes na intermediária contrária. Brown gerava presença constante no flanco esquerdo. Sané era o homem mais fixo na direita, e Havertz circulava a partir do centro do ataque.
Curação mostrava problemas para proteger todos os espaços. Seus laterais se distanciavam muito dos zagueiros para combater Brown e Sané. O trio à frente da defesa não compensava essas lacunas e nem era agressivo para pressionar a bola. Chong, Hansen e Locadia auxiliavam pouco em bloco baixo. O segundo gol europeu era questão de tempo e isso parece ter desconcentrado os alemães.
Alguns erros incomuns começaram a ser cometidos com a bola, as reações após perder a posse já não eram mais tão competitivas, e Curaçao mostrou que sabe o que fazer para criar. Chegou ao empate em bela trama que começou na esquerda e terminou na direita, envolvendo Obispo, Floranus, Chong, Locadia e Comenencia, que bateu firme para vencer Neuer.
Livano Comenencia comemora gol em Alemanha x Curaçao
Alexander Hassenstein/Getty Images
O trauma das últimas duas Copas, quando caiu na primeira fase e foi derrotada por seleções inferiores, nitidamente afetou a Alemanha por alguns minutos. O NRG Stadium se inflamou, fomentando ainda mais confiança para a seleção caribenha. O entretenimento estava posto, com direito a algumas trocas de passe interessantes e dribles arriscados entre as duas intermediárias.
Aos poucos a Alemanha foi voltando para o jogo, e teve na bola parada aérea uma arma para finalizar. Schlotterbeck, marcado individualmente por Comenencia em escanteios e faltas laterais, cabeceou três vezes até o fim do 1º tempo. Primeiro obrigou Eloy Room a fazer boa defesa. Mas depois não perdoou para recolocar os germânicos no comando do placar.
Novamente mais tranquilos e concentrados, os favoritos voltaram a empilhar chances e achar combinações na entrada da área. Pavlovic, Wirtz e Sané poderiam ter marcado. Acabaram bloqueados em uma área muito congestionada. Tanto que Nmecha sofreu um pênalti de Bazoer quando faria mais um gol. Havertz converteu a penalidade com extrema precisão e enfim apareceu no jogo.
Ele e Leroy Sané poderiam ter participado mais efetivamente. Dick Advocaat promoveu a entrada de Antonisse no intervalo. Hansen saiu. Chong foi adiantado para o ataque. Não deu nem tempo de ver se causaria algum efeito. A Alemanha voltou novamente em ritmo forte e interessado, e ampliou no primeiro minuto do 2º tempo. Musiala fez a diagonal na área, recebeu de Kimmich, e acertou o canto.
Havertz faz o terceiro da Alemanha
Reuters
Com o resultado garantido, Nagelsmann demorou a começar a mexer no time. Os duelos contra Equador e Costa do Marfim certamente exigirão muito mais da Alemanha e é importante ter as principais peças bem fisicamente. Musiala deixou o gramado perto dos 20 minutos. Deniz Undav entrou. Havertz passou a trabalhar um pouco mais recuado.
O novo centroavante do time não demorou a mostrar que merece mais momentos em campo. Recebeu de Wirtz no pivô após ótima troca de passes e ajeitou para Brown marcar de perna direita. Um prêmio a ótima atuação do jovem lateral-esquerdo. Logo depois ele deu lugar a David Raum na função. Goretzka e Rudiger também substituíram Nmecha e Tah.
Com sangue novo e peças buscando recuperar espaço, o nível de intensidade do time cresceu novamente. O suficiente para que mais uma bela trama com bola de pé em pé fosse construída antes do gol marcado por Undav. David Raum, Wirtz, Havertz e Kimmich participaram da articulação.
O placar de péssimas recordações para os brasileiros foi alcançado depois dos 40 minutos. Goretzka iniciou o contragolpe com um desarme pelo meio e Undav deixou Havertz na cara do gol. A finalização de cavadinha encerrou com classe a chuva de gols do ataque europeu. A Alemanha agora é a seleção que mais balançou a rede na história das Copas.