Que o segundo jogo do Grupo A da Copa do Mundo 2026 seria um interessante confronto de estilos todos já sabiam. Mas assim que a bola rolou isso ficou ainda mais nítido. Os sul-coreanos controlaram a posse, foram mais criativos, mas tiveram o astro da equipe em noite pouco inspirada em Guadalajara. Por muito pouco não tiveram a vitória de 2×1 ameaçada pela artilharia aérea tcheca.
Eram seis centímetros de diferença de média de altura entre as seleções. Se somarmos a isso a limitação dos europeus para produzir jogadas ofensivas pelo chão, temos o cenário daquilo que a equipe do leste do velho continente fez de melhor. O aumento da produtividade do time no 2º tempo gerou uma reta final de partida emocionante. Mas no fim deu Coreia do Sul.
Cabe destacar a grande atuação da dupla de volantes da seleção asiática. Hwang In-Beom foi o melhor em campo. Fez um gol e deu assistência. Lee Kang-In é outro que merece menção. Atuação regular e decisiva.
Escalações
Hong Myung-Bo escalou a Coreia do Sul em seu 3-4-2-1 base. Lee Gi-Hyuk formou o trio de zagueiros com Kim Min-Jae e Lee Han-Beom. O astro Son Heung-Min foi o atacante central. Miroslav Koubek deu oportunidade ao jovem Sojka no meio-campo tcheco. Darida ficou no banco. O restante do time foi o mesmo dos últimos principais jogos, também montado em 3-4-2-1.
Como Coreia do Sul e República Tcheca iniciaram o duelo válido pela 1ª rodada do Grupo A da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Depois de um início de muitas ligações diretas e nítido nervosismo nas duas partes, não demorou para a Coreia do Sul assumir as rédeas da partida. Pôs em prática sua melhor condição técnica para trocar passes no campo de ataque, e teve Lee Kang-In como destaque. Ele esteve envolvido em duas das três principais jogadas do time antes dos 15 minutos. Recuava para receber a bola e armar o time.
Em uma das jogadas, Kovar fez boa defesa para impedir o gol do meia-atacante do PSG em chute de média distância. Lee Jae-Sung e Son Heung-Min se mexiam com desenvoltura e coordenação. Seol Young-Woo era agressivo no apoio pela direita. Os tchecos trabalhavam com muitas bolas longas. Tentavam vencer os duelos a partir desses lançamentos, mas os zagueiros adversários reagiram bem.
Outro jogador sul-coreano importante para fazer a bola girar com qualidade foi o volante Hwang In-Beom. A ponto do técnico Miroslav Koubek destacar Pavel Sulc para acompanhar o camisa 6 asiático de forma basicamente individual. Sojka se projetava para combater Lee Han-Beom. Combinação que diminuiu o controle rival e forçou algumas ligações diretas, deixando o jogo novamente feio.
Isso, no entanto, gerou alguns instantes de cerco dos europeus nas proximidades da área, e consequentemente a aposta foi em cruzamentos. Apenas Soucek chegou perto de ameaçar. Já a Coreia do Sul conseguiu levar perigo em três ataques em que conseguiu acionar Son. O ex-atacante do Tottenham quase abriu o placar em finalização de canhota da entrada da área.
Coreia do Sul x República Tcheca – 1ª Rodada – Copa do Mundo
REUTERS/Paul Childs
A sensação da reta final do 1º tempo foi de queda física da República Tcheca. Sem conseguir pressionar a bola com a mesma intensidade, permitiu avanços mais frequentes aos adversários, que pareciam perto de abrir o placar quando veio o intervalo. Son chegou a furar dentro da área.
O domínio asiático manteve-se no início da 2ª etapa. Lee Kang-In seguiu como homem mais produtivo. Achou Hwang In-Beom antes do perigoso chute do volante da entrada da área. A mobilidade de Lee Jae-Sung era mais um fator a dificultar a marcação europeia. Ele serviu Son dentro da área, que saiu de frente com Kovar, mas o goleiro conseguiu fazer mais uma boa defesa. A imprecisão custaria caro!
Em um lateral cobrado por Coufal na área, o zagueiro Krejci veio de trás e cabeceou para abrir o placar aos 13 minutos. Os tchecos não haviam produzido nada de relevante até marcarem o gol. O atacante Hwang Hee-Chan foi a primeira cartada da reserva sul-coreana. Lee Jae-Sung saiu.
Já Miroslav Koubek renovou o fôlego do seu time e reforçou a capacidade de marcação no meio-campo. Sadilek compôs o setor. Pavel Sulc saiu. Os apagadíssimos Provod e Schick também deixaram o gramado para as entradas de Hlozek e Chory.
Gol de Krejci em Coreia do Sul x República Tcheca
REUTERS/Paul Childs
A Coreia parece ter sentido o gol sofrido por alguns instantes, mas logo retomou a produtividade ofensiva. Chegou ao empate fazendo aquilo que executou em grande parte do jogo. Lee Kang-In recuou para receber e contou com o ótimo movimento de Hwang In-Beom atacando a área. O talentoso volante driblou zagueiro e goleiro de uma vez e só, e marcou um lindo gol de cavadinha.
O impreciso Son saiu na sequência. Oh Hyun-Gyu passou a ser o centroavante da equipe. Na ala-esquerda Lee Tae-Seok deu lugar ao ponta Eom Ji-Sung. O jogo ficou aberto e a República Tcheca quase voltou a tirar proveito da sua principal característica: a bola parada aérea. Soucek chegou a concluir em gol a falta lateral cobrada por Sadilek, mas estava em impedimento.
A resposta asiática foi certeira, e novamente se beneficiando de uma infiltração de Hwang In-Beom. Ele recebeu o lançamento em profundidade de Paik Seung-Ho e cruzou para Oh Hyun-Gyu marcar. Excelente movimento do centroavante do Besiktas para se antecipar ao frágil Hranac.
Vladimir Coufal em Coreia do Sul x República Tcheca
REUTERS/Daniel Becerril
A República Tcheca voltou a incomodar em um ”latereio” cobrado na área por Coufal. O goleiro Kim Seung-Gyu saiu muito mal da meta, mas se recuperou na sequência e impediu o gol de Hlozek, que entrou melhor em relação a Schick. Nos acréscimos, o arqueiro sul-coreano voltou a trabalhar muito bem em chute de Sadilek da entrada da área. Terminou como um dos destaques da partida!
Hong Myun-Bo tirou sua ótima dupla de volantes depois dos 35 minutos. Park Jin-Seob e Kim Jin-Gyu passaram a integrar o centro do campo. A reta final foi frenética e emocionante. O tchecos se lançaram ao ataque para buscar o empate com uma formação mais ajustada ofensivamente. A Coreia teve contragolpes promissores, mas não conseguiu ampliar. Quase sucumbiu!
O resultado, porém, se manteve, e os sul-coreanos enfrentarão os mexicanos na próxima rodada. Promessa de bom jogo pela liderança do Grupo A.
Eram seis centímetros de diferença de média de altura entre as seleções. Se somarmos a isso a limitação dos europeus para produzir jogadas ofensivas pelo chão, temos o cenário daquilo que a equipe do leste do velho continente fez de melhor. O aumento da produtividade do time no 2º tempo gerou uma reta final de partida emocionante. Mas no fim deu Coreia do Sul.
Cabe destacar a grande atuação da dupla de volantes da seleção asiática. Hwang In-Beom foi o melhor em campo. Fez um gol e deu assistência. Lee Kang-In é outro que merece menção. Atuação regular e decisiva.
Escalações
Hong Myung-Bo escalou a Coreia do Sul em seu 3-4-2-1 base. Lee Gi-Hyuk formou o trio de zagueiros com Kim Min-Jae e Lee Han-Beom. O astro Son Heung-Min foi o atacante central. Miroslav Koubek deu oportunidade ao jovem Sojka no meio-campo tcheco. Darida ficou no banco. O restante do time foi o mesmo dos últimos principais jogos, também montado em 3-4-2-1.
Como Coreia do Sul e República Tcheca iniciaram o duelo válido pela 1ª rodada do Grupo A da Copa do Mundo 2026
Rodrigo Coutinho
O jogo
Depois de um início de muitas ligações diretas e nítido nervosismo nas duas partes, não demorou para a Coreia do Sul assumir as rédeas da partida. Pôs em prática sua melhor condição técnica para trocar passes no campo de ataque, e teve Lee Kang-In como destaque. Ele esteve envolvido em duas das três principais jogadas do time antes dos 15 minutos. Recuava para receber a bola e armar o time.
Em uma das jogadas, Kovar fez boa defesa para impedir o gol do meia-atacante do PSG em chute de média distância. Lee Jae-Sung e Son Heung-Min se mexiam com desenvoltura e coordenação. Seol Young-Woo era agressivo no apoio pela direita. Os tchecos trabalhavam com muitas bolas longas. Tentavam vencer os duelos a partir desses lançamentos, mas os zagueiros adversários reagiram bem.
Outro jogador sul-coreano importante para fazer a bola girar com qualidade foi o volante Hwang In-Beom. A ponto do técnico Miroslav Koubek destacar Pavel Sulc para acompanhar o camisa 6 asiático de forma basicamente individual. Sojka se projetava para combater Lee Han-Beom. Combinação que diminuiu o controle rival e forçou algumas ligações diretas, deixando o jogo novamente feio.
Isso, no entanto, gerou alguns instantes de cerco dos europeus nas proximidades da área, e consequentemente a aposta foi em cruzamentos. Apenas Soucek chegou perto de ameaçar. Já a Coreia do Sul conseguiu levar perigo em três ataques em que conseguiu acionar Son. O ex-atacante do Tottenham quase abriu o placar em finalização de canhota da entrada da área.
Coreia do Sul x República Tcheca – 1ª Rodada – Copa do Mundo
REUTERS/Paul Childs
A sensação da reta final do 1º tempo foi de queda física da República Tcheca. Sem conseguir pressionar a bola com a mesma intensidade, permitiu avanços mais frequentes aos adversários, que pareciam perto de abrir o placar quando veio o intervalo. Son chegou a furar dentro da área.
O domínio asiático manteve-se no início da 2ª etapa. Lee Kang-In seguiu como homem mais produtivo. Achou Hwang In-Beom antes do perigoso chute do volante da entrada da área. A mobilidade de Lee Jae-Sung era mais um fator a dificultar a marcação europeia. Ele serviu Son dentro da área, que saiu de frente com Kovar, mas o goleiro conseguiu fazer mais uma boa defesa. A imprecisão custaria caro!
Em um lateral cobrado por Coufal na área, o zagueiro Krejci veio de trás e cabeceou para abrir o placar aos 13 minutos. Os tchecos não haviam produzido nada de relevante até marcarem o gol. O atacante Hwang Hee-Chan foi a primeira cartada da reserva sul-coreana. Lee Jae-Sung saiu.
Já Miroslav Koubek renovou o fôlego do seu time e reforçou a capacidade de marcação no meio-campo. Sadilek compôs o setor. Pavel Sulc saiu. Os apagadíssimos Provod e Schick também deixaram o gramado para as entradas de Hlozek e Chory.
Gol de Krejci em Coreia do Sul x República Tcheca
REUTERS/Paul Childs
A Coreia parece ter sentido o gol sofrido por alguns instantes, mas logo retomou a produtividade ofensiva. Chegou ao empate fazendo aquilo que executou em grande parte do jogo. Lee Kang-In recuou para receber e contou com o ótimo movimento de Hwang In-Beom atacando a área. O talentoso volante driblou zagueiro e goleiro de uma vez e só, e marcou um lindo gol de cavadinha.
O impreciso Son saiu na sequência. Oh Hyun-Gyu passou a ser o centroavante da equipe. Na ala-esquerda Lee Tae-Seok deu lugar ao ponta Eom Ji-Sung. O jogo ficou aberto e a República Tcheca quase voltou a tirar proveito da sua principal característica: a bola parada aérea. Soucek chegou a concluir em gol a falta lateral cobrada por Sadilek, mas estava em impedimento.
A resposta asiática foi certeira, e novamente se beneficiando de uma infiltração de Hwang In-Beom. Ele recebeu o lançamento em profundidade de Paik Seung-Ho e cruzou para Oh Hyun-Gyu marcar. Excelente movimento do centroavante do Besiktas para se antecipar ao frágil Hranac.
Vladimir Coufal em Coreia do Sul x República Tcheca
REUTERS/Daniel Becerril
A República Tcheca voltou a incomodar em um ”latereio” cobrado na área por Coufal. O goleiro Kim Seung-Gyu saiu muito mal da meta, mas se recuperou na sequência e impediu o gol de Hlozek, que entrou melhor em relação a Schick. Nos acréscimos, o arqueiro sul-coreano voltou a trabalhar muito bem em chute de Sadilek da entrada da área. Terminou como um dos destaques da partida!
Hong Myun-Bo tirou sua ótima dupla de volantes depois dos 35 minutos. Park Jin-Seob e Kim Jin-Gyu passaram a integrar o centro do campo. A reta final foi frenética e emocionante. O tchecos se lançaram ao ataque para buscar o empate com uma formação mais ajustada ofensivamente. A Coreia teve contragolpes promissores, mas não conseguiu ampliar. Quase sucumbiu!
O resultado, porém, se manteve, e os sul-coreanos enfrentarão os mexicanos na próxima rodada. Promessa de bom jogo pela liderança do Grupo A.