Dificuldades do PSG nas finais contra Chelsea e Flamengo trazem lições para o Arsenal? Veja análise

Tudo azul! Chelsea é o campeão da Copa do Mundo de Clubes
A esperança dos torcedores do PSG no bicampeonato europeu, que pode vir no sábado, em final contra o Arsenal, tem como base o crescimento do time francês na fase mais decisiva da temporada, assim como em 2024/25, que terminou com um recital. O passeio diante da Inter de Milão na final da Champions League do ano passado, com uma goleada por 5 a 0, entrou para a história e quase criou uma aura de time imbatível para o PSG. Mas as grandes decisões que o Paris disputou na sequência quebraram essa impressão.
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Chelsea surpreendeu ao bater o PSG por 3 a 0 na Copa do Mundo de Clubes
Dan Mullan /Getty Images via AFP
Na Copa do Mundo de Clubes, semanas depois de atropelar a Inter e conseguir o título inédito na Liga dos Campeões, o PSG fez uma grande campanha, mas foi dominado na decisão contra o Chelsea, na qual chegou com amplo favoritismo. Alguns meses depois, no meio da temporada europeia, só conseguiu vencer o Flamengo nos pênaltis, na final da Copa Intercontinental – cenário que havia ocorrido também na Supercopa da Europa, contra o Tottenham.
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As duas finais nos mundiais têm lições a oferecer para o Arsenal? É o que o ge perguntou ao comentarista Rodrigo Coutinho, que pontuou que o PSG teve maior dificuldade tática diante do Chelsea do que no confronto contra o Flamengo. E indicou um diferencial no torneio disputado no verão dos Estados Unidos, há cerca de um ano.
– Acho que essa final contra o Chelsea foi uma final muito contaminada pela questão física. Achei o PSG muito mal fisicamente naquele jogo. Aí, fica mais difícil cumprir aquilo que o PSG faz, por exemplo, para pressionar a saída de bola adversária. Que é definir marcações individuais, e esses jogadores serem acompanhados – diz Coutinho.
De desconhecido a herói do PSG: Safonov impediu o bi do Flamengo
Para o analista, a postura que o PSG tentou implementar naquela final deve dar as caras de novo no confronto do próximo sábado. Caberá ao Arsenal tentar ter a mesma precisão que o Chelsea, que abriu 3 a 0 no placar ainda no primeiro tempo daquela decisão – surpreendendo o mundo diante do favoritismo da equipe de Luis Enrique.
– O Chelsea conseguiu criar combinações para vencer esses duelos. Isso se junta à questão física, que os jogadores não estavam bem para cumprir isso. E vi um comportamento com um pouco de soberba, por serem favoritos e que poderiam atropelar o Chelsea na final, como fizeram com a Inter de Milão e o Real Madrid. E foram surpreendidos nesse sentido.
A final contra o Arsenal acho que tem a ver com isso. O Arsenal criar movimentos e combinações entre os jogadores que façam que os duelos individuais sejam vencidos. Criar uma condição favorável com um atleta que tenha individualidade forte, proteja bem a bola ou seja inteligente para atrair alguém, tirar do setor, abrir espaço. O Arsenal tem jogadores que talvez possam fazer isso.”
Ao ser perguntado sobre as dificuldades que o Flamengo conseguiu criar para o PSG na Copa Intercontinental, em dezembro do ano passado, Rodrigo Coutinho indicou que não viu um problema tático vivido pelos franceses. Para o analista, o cenário foi diferente daqueles contra o Chelsea e diante do Bayern de Munique, nas quartas de final da Copa do Mundo de Clubes, quando o Paris avançou mesmo sem grande atuação.
– Na final contra o Flamengo, acho que o PSG não estava em seu melhor momento. Estava até longe disso, em um estágio de temporada que não era o atual. Tecnicamente, não foi um jogo de tanta precisão do PSG, apesar de ter dominado boa parte do jogo e ter sido melhor do que o Flamengo, para mim. Não era um time que estava tão afinado para terminar as jogadas e colocar em prática essa superioridade – afirma.
PSG venceu o Flamengo após disputa de pênaltis na final do Intercontinental
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Três finais em 2025/26, três vitórias nos pênaltis
Aquele duelo contra o campeão da Libertadores terminou empatado em 1 a 1 no tempo regulamentar e na prorrogação, e acabou definido em disputa de pênaltis – o PSG venceu por 2 a 1, com o goleiro Safonov brilhando. O time francês ainda disputou outras duas finais na atual temporada e ficou com os troféus, mas também só depois de disputas de pênaltis. Na Supercopa da Europa, bateu o Tottenham por 4 a 3, após empate em 2 a 2, e na final da Copa da França superou o Olympique por 4 a 1, depois de outro 2 a 2.
– Fazendo um comparativo com aquele jogo contra o Flamengo, o que o Arsenal pode torcer é para que os melhores jogadores do PSG também não estejam em um grande dia tecnicamente. Assim como foi na final do Intercontinental – diz Coutinho.
A quarta decisão para o PSG em 2025/26 será neste sábado, na Arena Puskás, em Budapeste, às 13h (de Brasília). O Arsenal busca uma conquista inédita na Champions League, e o PSG quer emplacar o segundo troféu seguido. O ge acompanha a decisão em Tempo Real.