CBF inicia diagnóstico de estádios da Série A e quer atingir “padrão internacional” até 2029

A CBF vai lançar nesta semana o Programa de Avaliação de Infraestrutura dos Estádios. Trata-se de uma ampla avaliação das condições dos principais estádios do país. A entidade ressalta que nunca houve um manual de estrutura mínima de estádios no Brasil, o que já existe nas grandes ligas europeias há pelo menos 10 anos.
Atualmente, o Brasileirão é o sexto campeonato mais valioso do mundo – atrás de Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano e Francês.
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Cronograma estabecido pela CBF em reunião com os clubes nesta segunda-feira
Reprodução
A proposta foi apresentada aos 40 clubes das Séries A e B em reunião na tarde desta segunda-feira, em um hotel na Barra da Tijuca. Foi o segundo encontro no processo de formação da liga única, sendo a primeira no início de abril. A partir do diagnóstico, a CBF vai entregar relatório aos clubes, para que façam adequações em três níveis dentro do regulamento de infraestrutura dos estádios:
Até 2027 para ações de curto prazo – de 0 a 12 meses
Até 2028 para adequações de médio prazo – de 1 a 2 anos
Até 2029 para entregar estádios com “alinhamento internacional”, sob “novo padrão” – de 2 a 3 anos
A CBF justificou a medida com estudo que aponta aumento de mais de 30% de média de aumento de público em estádios/arenas que passaram por modernização nos últimos cinco anos na Premier League e na La Liga, campeonatos da Inglaterra e da Espanha, respectivamente.
Serão 230 quesitos em quatro pilares principais de avaliação em 21 estádios da Série A, com a conta valendo para os seguintes locais de competição de 2026:
Em São Paulo, Neo Quimica Arena, Nubank Parque, MorumBIS, Barueri, Vila Belmiro, Maião, Cícero de Souza Marques
No Rio de Janeiro, Maracanã, Nilton Santos, São Januário
Na Bahia, Fonte Nova, Barradão
Em Minas, Mineirão, Arena MRV
No Pará, Mangueirão, Baenão
No Paraná, Arena da Baixada, Couto Pereira
No Rio Grande do Sul, Arena do Grêmio, Beira-Rio
Em Santa Catarina, Arena Condá
As avaliações já começam na parada para a Copa do Mundo – os clubes vão receber ofício da CBF para o agendamento das visitas. O modelo segue metodologia já aplicada, por exemplo, na Conmebol, que visitou mais de 200 estádios nos 10 países que disputam as competições sul-americanas.
Regulamento não trata de tipo de grama
Entre os quatro pilares, não há nenhum específico que proíba o uso de grama artificial – uma pauta que vai pertencer à futura liga de clubes. Confira a seguir as especificações avaliadas:
Arquitetura e engenharia, com documentação, acessos ao estádio, campo de jogo, vestiários e áreas de competições, espectadores, acessibilidade, segurança, imprensa e transmissão e sistemas em geral num total de 200 itens;
Gramado, com infraestrutura instalado no estádio, equipamentos de manutenção, testes de performance, testes de jogabilidade, que inclui pique e rolagem de bola e infiltração, e mais itens adicionais de qualidade. Ao todo 11 apontamentos;
Iluminação, com diversas medições de luminosidade, com uniformidade da entrega de luz, a instalação dos refletores, os ângulos de instalação, entre outras especificações técnicas. São mais 11 itens analisados.
Por fim, a topografia. Neste pilar, a avaliação é em cima de oito itens que passam pelas dimensões do campo e arcos, drenagem e rejeições superficiais, macro nivelação e níveis do campo de jogo.
A CBF vai promover certificação dos estádios com renovação periódica. Um banco de dados vai contemplar todas as vistorias, os relatórios e as execuções do cronograma. A ideia é em 2027 iniciar este procedimento em todos os estádios da Série B.