Lucas Paquetá voltou ao Flamengo em outro patamar, como diria Bruno Henrique. Itália, França, Inglaterra, o cria do Ninho do Urubu rodou a Europa nos últimos sete anos e retorna sendo a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, ao custo de 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões). E poucos sabem que ele, ainda na base, recebeu três indicações de dispensa.
+ Paquetá ganha música em retorno ao Flamengo, e Buchecha se anima: “Voltou para rabiscar”. Veja vídeo
Quem revelou isso foi Carlos Noval, ex-diretor executivo de futebol do Flamengo e ex-gerente geral da base rubro-negra. Em entrevista ao Esporte Espetacular neste domingo (veja no vídeo acima), o dirigente deu detalhes dessa história:
Antes baixinho, Paquetá cresceu muito no Flamengo
Arquivo Pessoal
— No decorrer da carreira dele no Flamengo, eu, como diretor, tive três pareceres de dispensa na minha mão. A gente faz uns cortes em julho, uns cortes em janeiro… Mas eu tive três pareceres de dispensa dele. Cara, eu acreditava muito nele. E aí é uma coisa que eu acho que faz parte até do diretor executivo não ficar dentro da sala só tratando de contrato. Se você está no campo acompanhando os treinos, você identifica e sabe quem realmente são os jogadores que têm a maturação tardia, que vão poder mais tarde se desenvolver.
— Ele sempre foi aquele menino que a gente adorava ver nos jogos porque era pequenininho, mas muito raçudo. Tinha uma gana muito grande, então os caras batiam nele, ele caia, levantava, ia para cima… Ele perturbava os caras. (…) Realmente era muito franzino mesmo, aí tinha uma palavra que eles usavam muito e eu sempre detestei no futebol: “Não sustenta um jogo”. Eu falei: “Mas ele não tem que sustentar um jogo”. Quem nasce com esse dom da qualidade técnica, a gente tem que segurar e esgotar todos os nossos objetivos em cima dele.
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Um ainda franzino Paquetá na base do Flamengo
Arquivo pessoal
O franzino Paquetá de 1,53m de altura aos 15 anos esticou para 1,80m aos 18. Os 27 centímetros em três anos foram cruciais para a virada de chave do garoto no Ninho do Urubu:
— A gente fez um trabalho nele, em 2015 para 2016, juntou o 97, 96, 95. A geração 95 era muito boa, a 96 também era muito boa, e a 97 não conseguia jogar muito. Tiramos eles do campo uns três, quatro meses e fizemos um trabalho de força nesses atletas em que identificamos essas condições de se desenvolver. E aí ele realmente começou a crescer, pegar corpo, a família ajudou muito nesse processo também. E o Paquetá foi se desenvolvendo um atleta que tinha todos os fundamentos. Finalizava muito bem, era muito efetivo nas ações dele, um jogador muito inteligente, que entendia muita leitura de jogo. Você via e falava: “Esse menino vai jogar. Se não for aqui no Flamengo vai jogar na Europa”.
Foi aos 18 anos que brilhou na campanha rumo ao título da Copinha. Mas antes disso, quando ele completou a maioridade e já poderia assinar o primeiro contrato profissional no Flamengo, houve resistência interna. Com vários jovens formados no currículo, Noval tem em Paquetá um motivo de orgulho:
Lucas Paquetá, reforço do Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo
— O Paquetá, eu tenho muita satisfação pessoal. Não gosto de me auto promover, mas esse eu banquei muito aqui no Flamengo. O primeiro contrato profissional dele, tinha-se muita dúvida se ia fazer ou não, aquele pensamento: “Não está desenvolvendo, não está tendo minutos de jogo”. E eu banquei, falei: “Não, vamos fazer o contrato profissional desse menino. Vamos deixar porque a maturação dele é tardia”. A satisfação é muito grande dele ter conseguido todo esse glamour que ele tem hoje, que ele conseguiu na carreira dele, na família dele, tudo. Foi muito bacana.
Noval passou 15 anos no Flamengo e participou da formação de vários nomes como o goleiro César; o lateral-esquerdo Jorge; os zagueiros Samir e Léo Duarte; o volante João Gomes; os meias Reinier, Victor Hugo, Matheus Sávio e Yuri César; e os atacantes Vini Jr, Rodrigo Muniz e Matheus França. O dirigente foi demitido em julho do ano passado. Seu cargo atualmente é ocupado pelo português Alfredo Almeida, homem de confiança de José Boto.
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Quem revelou isso foi Carlos Noval, ex-diretor executivo de futebol do Flamengo e ex-gerente geral da base rubro-negra. Em entrevista ao Esporte Espetacular neste domingo (veja no vídeo acima), o dirigente deu detalhes dessa história:
Antes baixinho, Paquetá cresceu muito no Flamengo
Arquivo Pessoal
— No decorrer da carreira dele no Flamengo, eu, como diretor, tive três pareceres de dispensa na minha mão. A gente faz uns cortes em julho, uns cortes em janeiro… Mas eu tive três pareceres de dispensa dele. Cara, eu acreditava muito nele. E aí é uma coisa que eu acho que faz parte até do diretor executivo não ficar dentro da sala só tratando de contrato. Se você está no campo acompanhando os treinos, você identifica e sabe quem realmente são os jogadores que têm a maturação tardia, que vão poder mais tarde se desenvolver.
— Ele sempre foi aquele menino que a gente adorava ver nos jogos porque era pequenininho, mas muito raçudo. Tinha uma gana muito grande, então os caras batiam nele, ele caia, levantava, ia para cima… Ele perturbava os caras. (…) Realmente era muito franzino mesmo, aí tinha uma palavra que eles usavam muito e eu sempre detestei no futebol: “Não sustenta um jogo”. Eu falei: “Mas ele não tem que sustentar um jogo”. Quem nasce com esse dom da qualidade técnica, a gente tem que segurar e esgotar todos os nossos objetivos em cima dele.
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Um ainda franzino Paquetá na base do Flamengo
Arquivo pessoal
O franzino Paquetá de 1,53m de altura aos 15 anos esticou para 1,80m aos 18. Os 27 centímetros em três anos foram cruciais para a virada de chave do garoto no Ninho do Urubu:
— A gente fez um trabalho nele, em 2015 para 2016, juntou o 97, 96, 95. A geração 95 era muito boa, a 96 também era muito boa, e a 97 não conseguia jogar muito. Tiramos eles do campo uns três, quatro meses e fizemos um trabalho de força nesses atletas em que identificamos essas condições de se desenvolver. E aí ele realmente começou a crescer, pegar corpo, a família ajudou muito nesse processo também. E o Paquetá foi se desenvolvendo um atleta que tinha todos os fundamentos. Finalizava muito bem, era muito efetivo nas ações dele, um jogador muito inteligente, que entendia muita leitura de jogo. Você via e falava: “Esse menino vai jogar. Se não for aqui no Flamengo vai jogar na Europa”.
Foi aos 18 anos que brilhou na campanha rumo ao título da Copinha. Mas antes disso, quando ele completou a maioridade e já poderia assinar o primeiro contrato profissional no Flamengo, houve resistência interna. Com vários jovens formados no currículo, Noval tem em Paquetá um motivo de orgulho:
Lucas Paquetá, reforço do Flamengo
Gilvan de Souza/Flamengo
— O Paquetá, eu tenho muita satisfação pessoal. Não gosto de me auto promover, mas esse eu banquei muito aqui no Flamengo. O primeiro contrato profissional dele, tinha-se muita dúvida se ia fazer ou não, aquele pensamento: “Não está desenvolvendo, não está tendo minutos de jogo”. E eu banquei, falei: “Não, vamos fazer o contrato profissional desse menino. Vamos deixar porque a maturação dele é tardia”. A satisfação é muito grande dele ter conseguido todo esse glamour que ele tem hoje, que ele conseguiu na carreira dele, na família dele, tudo. Foi muito bacana.
Noval passou 15 anos no Flamengo e participou da formação de vários nomes como o goleiro César; o lateral-esquerdo Jorge; os zagueiros Samir e Léo Duarte; o volante João Gomes; os meias Reinier, Victor Hugo, Matheus Sávio e Yuri César; e os atacantes Vini Jr, Rodrigo Muniz e Matheus França. O dirigente foi demitido em julho do ano passado. Seu cargo atualmente é ocupado pelo português Alfredo Almeida, homem de confiança de José Boto.
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