WSL presenteia jogadores do Corinthians com lycras personalizadas
A política do Corinthians está agitada. Restando pelo menos quatro meses para o início do período eleitoral no clube, os grupos de situação e oposição começam a se articular nas alamedas do Parque São Jorge para debater a possibilidade de impugnação da candidatura de Osmar Stabile, atual presidente.
+ Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp
Nas últimas semanas, o ge consultou diferentes grupos políticos do clube, conselheiros, associados e especialistas em direito eleitoral para dar suas interpretações sobre o que diz o estatuto do Corinthians. Há quem veja legalidade em uma eventual candidatura de Osmar e há quem a interprete como tentativa de golpe.
O único consenso na política corintiana é de que os próximos meses serão agitados e, na provável ausência de consenso, o caso será levado à Justiça.
Mais notícias do Corinthians:
+ Jesse Lingard deixa boas primeiras impressões
+ Dorival volta a cobrar produção ofensiva do elenco
+ Mais saídas do que chegadas: o resumo da janela do Timão
Osmar Stabile, presidente do Corinthians
José Manoel Idalgo/SCCP
O que diz o estatuto?
Ao contrário de outros grandes clubes do futebol brasileiro, o Corinthians proíbe a reeleição. Institucionalmente, o clube tomou essa decisão em 2008 para evitar a perpetuação no poder como ocorreu com Alberto Dualib, vencedor de quatro eleições em sequência, que presidiu o Timão de 1993 a 2007.
A medida está prevista no segundo parágrafo do artigo 103 do estatuto do Corinthians.
§2°: Não será permitida a reeleição consecutiva para o mesmo cargo. O Presidente da Diretoria, após o término de seu mandato, fica inelegível para qualquer cargo na eleição subsequente.
No entanto, conforme previsto no quarto parágrafo do mesmo artigo, há uma situação específica em que o presidente pode disputar a reeleição: a vacância. Ou seja, quando o cargo fica vago durante a vigência do mandato.
§4°: A eleição, para preenchimento do cargo por vacância, só não será computada para os efeitos de inelegibilidade de que trata o $2° deste Artigo, se o período preenchido corresponder a menos de 18 (dezoito) meses.
É justamente esse o cenário atual do Corinthians. Afinal, o último presidente eleito pelos sócios foi Augusto Melo, afastado pelo Conselho Deliberativo em 26 de maio do ano passado e que teve o impeachment confirmado em 9 de agosto do mesmo ano, sob acusações de irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet, infração à Lei Geral do Esporte e desrespeito ao estatuto.
Osmar Stabile era o primeiro vice-presidente da chapa e, com a queda de Augusto, assumiu a presidência. Depois, em uma eleição que apenas conselheiros tiveram direito a voto, em 25 de agosto de 2025, venceu a disputa contra André Castro e Antonio Roque Citadini para concluir o mandato de Augusto Melo.
As interpretações distintas
Agora, o que se discute no Parque São Jorge é se Osmar terá ou não 18 meses na presidência do Corinthians ao fim do mandato, em 31 de dezembro de 2026, conforme previsto no quarto parágrafo do artigo 103 do estatuto corintiano.
A oposição argumenta que Osmar assumiu o cargo no dia 26 de maio de 2025, data em que o Conselho Deliberativo afastou Augusto Melo. Naquela noite, o dirigente assinou documentos que validaram sua condição, sendo autorizado a firmar contratos e movimentar as contas bancárias do Corinthians.
Se o ponto de partida for a data da reunião do Conselho, o 18º mês de gestão será completado em 26 de novembro de 2026. Nessa interpretação, Osmar Stabile estaria impedido de disputar a próxima eleição do Corinthians.
Sede social do Corinthians, Parque São Jorge
José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Do ponto de vista da situação, o presidente assumiu o cargo no dia 25 de agosto de 2025, data em que venceu a eleição indireta contra Citadini e André Castro.
Dessa forma, Osmar não completaria 18 meses na presidência do Corinthians ao fim deste ano e, de acordo com essa interpretação, estaria apto a tentar a reeleição no Parque São Jorge.
A linha do tempo do Corinthians
23 de novembro de 2023 – Augusto Melo vence a eleição presidencial, tendo Osmar Stabile como 1° vice-presidente e Armando Mendonça como 2° vice-presidente;
2 de janeiro de 2024 – Augusto Melo é empossado como presidente do Corinthians;
26 de maio de 2025 – conselheiros do Corinthians votam pelo afastamento de Augusto Melo da presidência do clube. Pelo rito do estatuto, Osmar Stabile deixa a função de 1° vice-presidente e assume o poder no Timão;
9 de agosto de 2025 – sócios do Corinthians referendam decisão dos conselheiros e sacramentam o impeachment de Augusto Melo;
25 de agosto de 2025 – Osmar Stabile vence eleição indireta no Conselho Deliberativo para terminar o mandato de Augusto Melo;
🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧
Augusto Melo tomou posse como presidente do Corinthians no último dia 2
Jose Manoel Idalgo
Quem definirá os parâmetros?
O processo eleitoral do Corinthians é de responsabilidade da Comissão Eleitoral. O grupo é composto por cinco conselheiros nomeados pelo presidente do Conselho Deliberativo, não podendo ser escolhidos os candidatos aos cargos da diretoria e seus cônjuges e parentes até o terceiro grau.
Se Osmar Stabile eventualmente apresentar candidatura, caberá à Comissão definir se ele preenche ou não os requisitos.
Apesar disso, há um consenso no Parque São Jorge de que, independentemente do critério adotado pela Comissão, o caso será levado à Justiça. Resta apenas saber se por iniciativa da oposição ou da situação.
O que pensa Osmar Stabile?
Até o presente momento, Osmar Stabile não lançou candidatura à presidência. Em breve contato com a reportagem, o dirigente tratou de minimizar o assunto, o classificando como “irrelevante” para o atual contexto do clube.
A última vez em que o presidente falou publicamente sobre a campanha eleitoral foi no dia 9 de março. Em contato com a imprensa, Osmar afirmou que não está preocupado com as eleições presidenciais, e sim com o ajuste das contas do Timão.
– Não estou preocupado com isso. Se eu abrir uma campanha eleitoral, atrapalho o Corinthians. Não é este meu objetivo, meu objetivo é cuidar do Corinthians. Haverá tempo suficiente para falarmos das candidaturas. Quem interpreterá isso será a Comissão Eleitoral, que é quem vai dizer quem pode ou não ser candidato. É momento de pensar no Corinthians, resolver os problemas do Corinthians. Temos muitas dívidas a pagar.
+ Leia mais notícias do Corinthians
Osmar Stabile é presidente do Corinthians
Rodrigo Coca / Ag.Corinthians
E o novo estatuto?
Vale lembrar que o Corinthians debate a possibilidade de um novo estatuto. Há uma assembleia marcada para o dia 18 de abril, convocando os sócios a votar mudanças estruturais do clube. Entre elas, está a possibilidade de voto do Fiel Torcedor, demanda antiga dos corintianos.
No documento, há um dispositivo desenhado exclusivamente para que Osmar Stabile tenha o direito de disputar a eleição deste ano. No entanto, assim como os demais itens da reforma, caberá aos sócios aprovar ou não o trecho em destaque.
No momento, a realização da assembleia é uma incógnita. Isso porque, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians e responsável por convocar a votação, foi afastado provisoriamente pelos conselheiros em reunião convocada por Osmar Stabile. A legalidade do encontro será debatida na Justiça.
+ Saiba mais sobre o desentendimento entre Tuma e Stabile no Corinthians
Conselho Deliberativo do Corinthians não votou a reforma do estatuto
ge
+ Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge
e
A política do Corinthians está agitada. Restando pelo menos quatro meses para o início do período eleitoral no clube, os grupos de situação e oposição começam a se articular nas alamedas do Parque São Jorge para debater a possibilidade de impugnação da candidatura de Osmar Stabile, atual presidente.
+ Siga o canal ge Corinthians no WhatsApp
Nas últimas semanas, o ge consultou diferentes grupos políticos do clube, conselheiros, associados e especialistas em direito eleitoral para dar suas interpretações sobre o que diz o estatuto do Corinthians. Há quem veja legalidade em uma eventual candidatura de Osmar e há quem a interprete como tentativa de golpe.
O único consenso na política corintiana é de que os próximos meses serão agitados e, na provável ausência de consenso, o caso será levado à Justiça.
Mais notícias do Corinthians:
+ Jesse Lingard deixa boas primeiras impressões
+ Dorival volta a cobrar produção ofensiva do elenco
+ Mais saídas do que chegadas: o resumo da janela do Timão
Osmar Stabile, presidente do Corinthians
José Manoel Idalgo/SCCP
O que diz o estatuto?
Ao contrário de outros grandes clubes do futebol brasileiro, o Corinthians proíbe a reeleição. Institucionalmente, o clube tomou essa decisão em 2008 para evitar a perpetuação no poder como ocorreu com Alberto Dualib, vencedor de quatro eleições em sequência, que presidiu o Timão de 1993 a 2007.
A medida está prevista no segundo parágrafo do artigo 103 do estatuto do Corinthians.
§2°: Não será permitida a reeleição consecutiva para o mesmo cargo. O Presidente da Diretoria, após o término de seu mandato, fica inelegível para qualquer cargo na eleição subsequente.
No entanto, conforme previsto no quarto parágrafo do mesmo artigo, há uma situação específica em que o presidente pode disputar a reeleição: a vacância. Ou seja, quando o cargo fica vago durante a vigência do mandato.
§4°: A eleição, para preenchimento do cargo por vacância, só não será computada para os efeitos de inelegibilidade de que trata o $2° deste Artigo, se o período preenchido corresponder a menos de 18 (dezoito) meses.
É justamente esse o cenário atual do Corinthians. Afinal, o último presidente eleito pelos sócios foi Augusto Melo, afastado pelo Conselho Deliberativo em 26 de maio do ano passado e que teve o impeachment confirmado em 9 de agosto do mesmo ano, sob acusações de irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet, infração à Lei Geral do Esporte e desrespeito ao estatuto.
Osmar Stabile era o primeiro vice-presidente da chapa e, com a queda de Augusto, assumiu a presidência. Depois, em uma eleição que apenas conselheiros tiveram direito a voto, em 25 de agosto de 2025, venceu a disputa contra André Castro e Antonio Roque Citadini para concluir o mandato de Augusto Melo.
As interpretações distintas
Agora, o que se discute no Parque São Jorge é se Osmar terá ou não 18 meses na presidência do Corinthians ao fim do mandato, em 31 de dezembro de 2026, conforme previsto no quarto parágrafo do artigo 103 do estatuto corintiano.
A oposição argumenta que Osmar assumiu o cargo no dia 26 de maio de 2025, data em que o Conselho Deliberativo afastou Augusto Melo. Naquela noite, o dirigente assinou documentos que validaram sua condição, sendo autorizado a firmar contratos e movimentar as contas bancárias do Corinthians.
Se o ponto de partida for a data da reunião do Conselho, o 18º mês de gestão será completado em 26 de novembro de 2026. Nessa interpretação, Osmar Stabile estaria impedido de disputar a próxima eleição do Corinthians.
Sede social do Corinthians, Parque São Jorge
José Manoel Idalgo/Agência Corinthians
Do ponto de vista da situação, o presidente assumiu o cargo no dia 25 de agosto de 2025, data em que venceu a eleição indireta contra Citadini e André Castro.
Dessa forma, Osmar não completaria 18 meses na presidência do Corinthians ao fim deste ano e, de acordo com essa interpretação, estaria apto a tentar a reeleição no Parque São Jorge.
A linha do tempo do Corinthians
23 de novembro de 2023 – Augusto Melo vence a eleição presidencial, tendo Osmar Stabile como 1° vice-presidente e Armando Mendonça como 2° vice-presidente;
2 de janeiro de 2024 – Augusto Melo é empossado como presidente do Corinthians;
26 de maio de 2025 – conselheiros do Corinthians votam pelo afastamento de Augusto Melo da presidência do clube. Pelo rito do estatuto, Osmar Stabile deixa a função de 1° vice-presidente e assume o poder no Timão;
9 de agosto de 2025 – sócios do Corinthians referendam decisão dos conselheiros e sacramentam o impeachment de Augusto Melo;
25 de agosto de 2025 – Osmar Stabile vence eleição indireta no Conselho Deliberativo para terminar o mandato de Augusto Melo;
🎧 Ouça o podcast ge Corinthians🎧
Augusto Melo tomou posse como presidente do Corinthians no último dia 2
Jose Manoel Idalgo
Quem definirá os parâmetros?
O processo eleitoral do Corinthians é de responsabilidade da Comissão Eleitoral. O grupo é composto por cinco conselheiros nomeados pelo presidente do Conselho Deliberativo, não podendo ser escolhidos os candidatos aos cargos da diretoria e seus cônjuges e parentes até o terceiro grau.
Se Osmar Stabile eventualmente apresentar candidatura, caberá à Comissão definir se ele preenche ou não os requisitos.
Apesar disso, há um consenso no Parque São Jorge de que, independentemente do critério adotado pela Comissão, o caso será levado à Justiça. Resta apenas saber se por iniciativa da oposição ou da situação.
O que pensa Osmar Stabile?
Até o presente momento, Osmar Stabile não lançou candidatura à presidência. Em breve contato com a reportagem, o dirigente tratou de minimizar o assunto, o classificando como “irrelevante” para o atual contexto do clube.
A última vez em que o presidente falou publicamente sobre a campanha eleitoral foi no dia 9 de março. Em contato com a imprensa, Osmar afirmou que não está preocupado com as eleições presidenciais, e sim com o ajuste das contas do Timão.
– Não estou preocupado com isso. Se eu abrir uma campanha eleitoral, atrapalho o Corinthians. Não é este meu objetivo, meu objetivo é cuidar do Corinthians. Haverá tempo suficiente para falarmos das candidaturas. Quem interpreterá isso será a Comissão Eleitoral, que é quem vai dizer quem pode ou não ser candidato. É momento de pensar no Corinthians, resolver os problemas do Corinthians. Temos muitas dívidas a pagar.
+ Leia mais notícias do Corinthians
Osmar Stabile é presidente do Corinthians
Rodrigo Coca / Ag.Corinthians
E o novo estatuto?
Vale lembrar que o Corinthians debate a possibilidade de um novo estatuto. Há uma assembleia marcada para o dia 18 de abril, convocando os sócios a votar mudanças estruturais do clube. Entre elas, está a possibilidade de voto do Fiel Torcedor, demanda antiga dos corintianos.
No documento, há um dispositivo desenhado exclusivamente para que Osmar Stabile tenha o direito de disputar a eleição deste ano. No entanto, assim como os demais itens da reforma, caberá aos sócios aprovar ou não o trecho em destaque.
No momento, a realização da assembleia é uma incógnita. Isso porque, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians e responsável por convocar a votação, foi afastado provisoriamente pelos conselheiros em reunião convocada por Osmar Stabile. A legalidade do encontro será debatida na Justiça.
+ Saiba mais sobre o desentendimento entre Tuma e Stabile no Corinthians
Conselho Deliberativo do Corinthians não votou a reforma do estatuto
ge
+ Assista: tudo sobre o Corinthians na Globo, sportv e ge
e